Homem que ficou 43 anos preso injustamente cita Deus ao deixar prisão: ‘Ele me ajudou’

Kevin Strickland, de 62 anos, foi condenado por um crime que não cometeu nos EUA. Ele receberá ajuda de um pastor.

Fonte: Guiame, com informações do The Guardian e KMBC 9 NewsAtualizado: terça-feira, 30 de novembro de 2021 19:30
Kevin Strickland foi condenado por um crime que não cometeu. (Foto: Reprodução/FOX 4 Kansas City/WDAF-TV)
Kevin Strickland foi condenado por um crime que não cometeu. (Foto: Reprodução/FOX 4 Kansas City/WDAF-TV)

Um homem inocente que passou 43 anos na prisão teve a condenação revogada por um juiz no Missouri (EUA).

Kevin Strickland, de 62 anos, foi condenado por três assassinatos que aconteceram em Kansas City em 1978, quando ele tinha 18 anos. No entanto, no momento do crime, ele estava em casa assistindo TV.

Uma sobrevivente do tiroteio que testemunhou contra Kevin disse que tentou se retratar durante anos, mas foi pressionada pela polícia.

Nenhuma evidência física ligou Strickland à cena do crime. As impressões digitais na arma não eram dele, os membros da família forneceram álibis, e dois homens condenados pelos assassinatos de Sherrie Black, 22, Larry Ingram, 21, e John Walker, 20, disseram que Strickland não estava presente.

Ao deixar o presídio na semana passada, ele disse que estava “grato por Deus ter me ajudado nisso por 43 anos”.

“Não estou necessariamente com raiva”, disse ele aos repórteres. “É muita coisa. Acho que criei emoções das quais todos vocês ainda não conhecem. Alegria, tristeza, medo. Estou tentando descobrir como colocar tudo isso junto”.

Pastor oferece apoio

Fora dos muros da prisão, poucas pessoas podem entender os desafios que Strickland enfrentou, mas o pastor Darryl Burton é um deles. Ele cumpriu pena com Strickland e quer apoiá-lo enquanto ele se ajusta à vida de um homem livre.

"Ele vai ter alguns colapsos. Todos nós temos”, disse Burton à KMBC 9 News.

Em 2008, Burton foi inocentado de um assassinato em St. Louis. Ele esteve na prisão por cerca de 25 anos. Hoje ele é pastor associado da Church of the Resurrection, em Leawood. Ele também é o cofundador do projeto “Milagre da Inocência”, que tenta atender às necessidades físicas e emocionais dos exonerados.

“Já estivemos neste lugar onde tudo era instável, cheio de raiva e ódio, e agora estamos fora e temos que aprender como lidar com a sociedade”, disse Burton.

Strickland e Burton estiveram juntos na prisão. Agora, ele quer ajudar o ex-companheiro com apoio financeiro, emocional e espiritual.

“Estou feliz por ele estar em casa, mas estou triste porque foram 43 anos. Vi o tempo que eu passei e pensei: 'Cara, ele fez quase duas vezes’”, disse Burton.

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