Homossexual se entregou a Jesus no leito de morte, após igreja não deixar de orar por ele

Quando Jerry Arterburn ficou gravemente doente por causa da Aids, sua família e igreja se uniram para orar por ele todos os dias.

Fonte: Guiame, com informações do God ReportsAtualizado: terça-feira, 17 de novembro de 2020 17:29
Imagem ilustrativa de homem hospitalizado. (Foto: Kuprevich/Freepik)
Imagem ilustrativa de homem hospitalizado. (Foto: Kuprevich/Freepik)

Na mesma noite em que Jerry Arterburn esteve no retiro de uma igreja nos Estados Unidos, aos 5 anos, ele sofreu abuso sexual. “Isso gerou um problema no relacionamento com as mulheres”, afirma seu irmão, Stephen Arterburn em um vídeo da Pure Passion Media.

Jerry morreu de Aids em 13 de junho de 1988, numa época em que a medicina tentava descobrir como controlar a doença. Mas antes de sua morte, Stephen levou seu irmão a entregar a vida a Cristo.

"Eu amava meu irmão, mas eu sabia que o que ele estava fazendo era errado”, diz Stephen. “Eu não fiquei tentando convencê-lo de que ele estava errado, eu só tentei encontrar uma forma de ter um relacionamento com ele”.

Ambos irmãos foram criados em um lar “fortemente cristão” no Texas. Na adolescência, Jerry tinha um comportamento tranquilo, enquanto Stephen era rebelde e mulherengo — a ponto de pedir para sua namorada, que havia engravidado, a fazer um aborto.

“Eu não tinha dormido com um homem. Eu matei meu próprio bebê”, Stephen confessa.

Jerry se formou em arquitetura e estava prestes a se casar, mas acabou desistindo. Mais tarde, aos 26 anos, se envolveu com um homem pela primeira vez quando foi a Easley, na Carolina do Sul, para trabalhar como urbanista.

Desde então, Jerry passou a se relacionar exclusivamente com homens. Stephen não sabia que seu irmão era gay, até que, depois de algumas conversas, ele percebeu que seu irmão havia se tornado homossexual. Stephen, que na época já estava caminhando com Cristo, entendeu que era hora de estender a mão, embora não aprovasse o comportamento do irmão.

“Consegui ter um relacionamento próximo com ele, aí ele adoeceu. Fico muito feliz por ter feito isso, porque ele precisava de mim. Fico feliz por ele se sentir seguro comigo”, diz Stephen sobre a época da doença. “Ele perdeu 45 quilos. Foi horrível. Parecia que ele tinha saído de um campo de concentração [nazista]”.

Amor da família e da igreja

Devastado com a notícia de que seu filho não era apenas gay, mas também tinha Aids, o pai dos irmãos visitou Jerry no hospital e disse: “Você vai voltar para casa com a gente. Nós vamos te ajudar”.

A Igreja Batista que a família frequentava também agiu com compaixão. Embora reconheçam a homossexualidade como pecado, abraçaram Jerry no momento da enfermidade. “Nós o amávamos quando ele era mais jovem e vamos continuar amando”, disse um diácono, de acordo com Stephen. 

Os diáconos se revezavam visitando Jerry todos os dias, para ungi-lo e orar por ele. “Eles não colocaram luvas para orar por ele. Esses homens foram até lá e o amaram”, lembra Stephen.

A demonstração de amor teve seu efeito em Jerry. “Isso me libertou”, disse Jerry na época. "Fez toda a diferença do mundo”.

Nos estágios finais de sua vida, Jerry estava arrependido. Ele tentou convencer alguns amigos a não trilharem o caminho da homossexualidade e se arrepender, antes que fosse tarde demais.


Steve Arterburn é fundador do ministério e programa de rádio New Life, na Califórnia. (Foto: Paul Bersebach/The Orange County Register)

Depois do falecimento de Jerry, a igreja fez um grande culto fúnebre, em uma época em que as pessoas tinham medo de serem contaminadas com o vírus. “Isso é o que uma igreja faz quando está mais fundamentada em Cristo do que no medo”, disse Stephen.

Stephen, que hoje é autor e fundador do New Life Ministries, aconselha os pais de filhos homossexuais a simplesmente ouvi-los. “Deixe eles saberem que você se preocupa mais com eles do que qualquer outra coisa”, afirma.

Ele acredita que é importante ensinar os filhos sobre o padrão bíblico, mas é preciso agir com compaixão. Ele também orienta a não alimentar falsas esperanças de que algumas “palavras mágicas” vão mudar a situação — esse pode ser um longo processo.

Stephen também entende que não é preciso sacrificar “o amor pelo seu filho para provar que você não aceita o comportamento dele”.

“Você não tem que diminuir os seus padrões, nem comprometer suas crenças, de forma alguma. Se você puder, diga ao seu filho: ‘Eu aceito você, não o que você faz. Então você tem que me aceitar. Você não pode esperar que eu me torne uma pessoa diferente, assim como eu não exijo que você se torne uma pessoa diferente. Então há uma conexão mútua da afeição, e não do comportamento”, afirma.

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