Igreja no Canadá faz cerimônia de suicídio assistido e recebe críticas

Betty Sanguin, de 86 anos, recebeu uma injeção letal no templo na presença da família e amigos.

Fonte: Guiame, com informações do The Christian Post Atualizado: segunda-feira, 18 de abril de 2022 15:43
Betty Sanguin recebeu uma injeção letal no templo da Churchill Park United Church. (Foto: Facebook/Churchill Park United Church).
Betty Sanguin recebeu uma injeção letal no templo da Churchill Park United Church. (Foto: Facebook/Churchill Park United Church).

Uma igreja no Canadá realizou uma cerimônia de eutanásia para um membro diagnosticado com uma doença degenarativa, no mês passado. 

A Churchill Park United Church of Winnipeg se tornou a primeira igreja na cidade de Manitoba a sediar a polêmica prática em seu templo, a qual chamou de “Cerimônia de Travessia”.

Betty Sanguin, de 86 anos, que foi membra da igreja por grande parte de sua vida, pediu para que sua cerimônia de suicídio assistido fosse realizada dentro do templo e a liderança da denominação aprovou a solicitação em unanimidade. Ela sofria de Esclerose Lateral Amiotrófica.

“Para nós, foi perfeitamente natural realizar este culto para Betty em nosso santuário, porque a morte é uma parte natural da vida e Betty viveu boa parte de sua vida adulta nesta comunidade de fé”, afirmou o reverendo Dawn Rolke, ministro de Churchill Park, ao The Christian Post.

Na cerimônia de eutanásia, a igreja foi decorada com flores e Betty Sanguin se sentou numa poltrona, enquanto familiares e amigos se despediam dela ao longo do dia. 

O reverendo Rolke guiou a cerimônia e, às 13h, a injeção letal foi aplicada em Betty. Um hora depois, Sanguin faleceu e o corpo foi levado pela funerária para o enterro.

Desvalorização da vida humana

A Aliança Evangélica do Canadá (EFC, na sigla em inglês), declarou que se opõe a eutanásia, porque a prática desvaoriza a vida humana. 

“[O suicídio assistido] sugere que algumas vidas não valem a pena ser vividas. Mas toda a vida humana é preciosa, um dom de Deus. Não cabe a nós escolher o momento de nossa morte”, afirmou a EFC ao The Christian Post.

A organização defende os cuidados paliativos para casos de doenças degenerativas e incuráveis. 

“Acreditamos que a resposta adequada ao sofrimento é abordar e aliviar o sofrimento, não eliminar aquele que sofre. Respondemos àqueles que sofrem com cuidado e compaixão, viajando com eles enquanto caminham na sombra da morte”, disse a EFC.

A eutanásia é legalizada no Canadá desde 2016, para pessoas maiores de 18 anos com doenças ou deficiência grave ou incurável, com sofrimento duradouro e intolerável. Em 2017, a Igreja Unida do Canadá aprovou uma resolução, declarando apoio ao suicídio assistido para pacientes terminais.



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