Irmão de terrorista palestino se diz "orgulhoso" de ataque que matou 4 pessoas em Israel

Mohammed e seu primo, Khaled Mohammed Mahamra, abriram fogo na noite de quarta-feira (8), no Mercado Sarona em Tel Aviv, matando quatro pessoas e ferindo mais de uma dúzia, antes de serem presos.

Fonte: Guiame, com informações do Christian PostAtualizado: sexta-feira, 10 de junho de 2016 19:32
Membros do Hamas. (Foto: The blaze)
Membros do Hamas. (Foto: The blaze)

Enquanto Israel isola a faixa de Gaza e Cisjordânia para restringir a entrada de palestinos no país após o ataque terrorista em Tel Aviv, que matou quatro pessoas e feriu mais de 12, o irmão de um dos dois atiradores responsáveis pelo atentado disse que estava "muito orgulhoso" dos feitos do rapaz.

"Estou muito orgulhoso do que Mohammed fez", disse Hussein Ahmad, o irmão mais velho de um dos atiradores, Mohammed Ahmad Mahamra, de acordo com o Haaretz.

Mohammed e seu primo, Khaled Mohammed Mahamra, abriram fogo na noite de quarta-feira, no Mercado Sarona em Tel Aviv, matando quatro pessoas e ferindo mais de uma dúzia antes que de serem presos.

Um dos seus parentes, Khaled Mahamra, é um membro do Hamas, que foi libertado em um acordo de troca de prisioneiros em 2.011 e foi preso novamente, após o sequestro e assassinato de três jovens judeus em 2014.

O pai de Mohammed, Ahmad Mahamra, disse: "As nossas condições os levaram ou os motivou a fazer essas coisas".

A família é da cidade palestina de Yatta, no sul de Hebron.

Gordon Robertson, CEO da Rede Cristã de Comunicação ('Christian Broadcasting Network' / CBN), que tem um escritório em Jerusalém, disse na quinta-feira: "Este último ataque terrorista é um resultado direto de incitamento dentro da comunidade palestina na Cisjordânia e aponta para o incentivo do violento anti-semitismo por causa do boicote, desinvestimento e sanções".

"Nós, da CBN, e muitos outros na comunidade cristã em todo o mundo, condenamos energicamente estes atos de violência e estamos com Israel".

A CNN informou que um dos dois suspeitos foi preso na casa de um policial, escondido em meio a um grupo de pessoas para o qual o oficial tinha oferecido abrigo. O suspeito não carregava nenhuma arma no momento. Após o oficial - que estava de folga - ter visitado a cena do ataque terrorista, ele percebeu que um dos homens em sua casa estava usando roupas que se pareciam com a de outro atirador suspeito que tinha sido baleado e capturado.

Enquanto isso, as autoridades israelenses fecharam as fronteiras do país com a Cisjordânia e a Faixa de Gaza a partir de sexta-feira, de acordo com as Forças de Defesa de Israel, afirmando que o bloqueio permanecerá até meia-noite do próximo domingo, segundo o jornal 'Independent'.

"De acordo com as diretrizes do governo e a avaliação da situação em curso, a partir de hoje, a Faixa de Gaza, Judéia e Samaria (Cisjordânia) estarão aberta para os palestinos, apenas para casos médicos e humanitários", disse um porta-voz, segundo a AFP.

Milhares de agentes de segurança também foram mobilizados em Jerusalém, nesta sexta-feira para patrulhar as primeiras orações do Ramadã e evitar quaisquer tensões entre muçulmanos e judeus, de acordo com o 'Jerusalem Post'.

 

 

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