Juiz proíbe pai de tratar filha trans como menina e alega “violência familiar”

Justiça também decidiu que adolescente pode receber hormônios para sua construção física masculina sem autorização dos pais.

fonte: Guiame, com informações do Federalist

Atualizado: Quinta-feira, 25 Abril de 2019 as 5:14

Kari Simpson, chefe da organização pró-família canadense Culture Guard. (Foto: Reprodução/Culture Guard)
Kari Simpson, chefe da organização pró-família canadense Culture Guard. (Foto: Reprodução/Culture Guard)

Na quarta-feira (24), a Suprema Corte da Colúmbia Britânica, no Canadá, ordenou que uma menina de 14 anos recebesse injeções de testosterona sem o consentimento dos pais. Além disso, o tribunal também declarou que, se algum dos pais dela se referisse a ela usando pronomes femininos ou se dirigisse a ela pelo nome de nascimento, eles seriam considerados culpados de “violência familiar”.

Segundo informações do Federalist, a jovem Maxine* foi encorajada por seu orientador escolar no Delta School do distrito de Colúmbia Britânica a se identificar quando ainda era um menino na sétima série. Quando Maxine tinha 13 anos, profissionais de uma instituição médica decidiram que ela deveria começar a tomar injeções de testosterona para desenvolver uma aparência mais masculina.

Embora a mãe de Maxine estivesse finalmente disposta a apoiar injeções de hormônio, seu pai Clark* estava preocupado com as ramificações permanentes dos hormônios sexuais. Suspeitando que os problemas de saúde mental de sua filha poderiam ser mais a causa do que o efeito de sua disforia de gênero, ele decidiu que seria melhor esperar até ela ficar mais velha antes de iniciar qualquer tratamento irreversível.

Nesse ponto, Clark foi informado que seria inciado um procedimento com injeções de testosterona com base no consentimento de Maxine sozinho, alegando que ele tinha o direito de fazê-lo. Clark prontamente pediu uma liminar para evitar isso. Na quarta-feira, no entanto, um juiz considerou Maxine “exclusivamente autorizada a consentir em tratamento médico para disforia de gênero”, independentemente das opiniões de um de seus pais.

Além disso, o tribunal declarou que “tentar persuadir Maxine a abandonar o tratamento para disforia de gênero; endereçando [Maxine] por seu nome de nascimento; referindo-se a [Maxine] como uma menina ou com pronomes femininos, a ele diretamente ou a terceiros; deve ser considerado violência familiar de acorcom com a Lei de Direito da Família.”

Na noite de quarta-feira (24), Clark ficou desapontado com a decisão do tribunal. “O governo assumiu os meus direitos paternos”, ele disse. “Eles estão usando [Maxine] como se ela fosse uma cobaia em um experimento… Eles não se importam. Eles querem números.”

No passado, a maioria das crianças diagnosticadas por clínicas de mudança de sexo com disforia de gênero (ou transtorno de identidade de gênero) acabou adotando seu sexo natal como adultos. Clark referenciou relatórios recentes da Inglaterra, indicando que algumas clínicas transgênero se curvaram à intensa pressão de ativistas trans para acelerar o acesso de crianças a tratamentos hormonais.

Clark achava que não podia confiar no diagnóstico do hospital: “Esses ativistas estão assumindo e não é por interesse em nossos filhos. É pelo interesse da autopromoção e das coisas que eles querem fazer e realizar.”

Em entrevista, Clark continuou a se referir a sua filha como menina, afirmando que “ela é uma menina. Seu DNA não vai mudar através de todos esses experimentos que eles fazem.”

Clark entendeu que esta declaração pode ser interpretada como uma violação do interdito do tribunal que o poibiu de “referir-se a [Maxine] como uma menina para terceiros”, mas sentiu que não podia “honestamente tomar qualquer outra posição”.

Embora ele tenha sido tolerante com a identidade transgênero de sua filha, ele não estava disposto a regulamentar suas declarações objetivas aos meios de comunicação por uma má atribuição do sexo dela.

“Vamos lutar até a Suprema Corte do Canadá”, disse ele. “Nós não vamos desistir.”

O pai entrou com uma apelação da decisão original do tribunal em relação às injeções de testosterona, e deve ser ouvido em 14 de maio.

Kari Simpson, chefe da organização pró-família canadense Culture Guard, que ajudou a aumentar a conscientização e apoiar o caso de Clark, concordou que o caso teve que ser apelado.

“Deixar isso incontestado” teria consequências terríveis para “outros jovens que estão tentando sobreviver em uma sociedade cada vez mais hostil e perigosa”, disse ela.

Por enquanto, e para Maxine, no entanto, a decisão do juiz permanece: o jovem de 14 anos começará a tomar testosterona contra os desejos de um dos pais, valendo apenas o consentimento da adolescente. 

* Clark e Maxine não são os nomes reais do pai e da filha descritos nesta matéria. Suas identidades foram ocultadas por ordem judicial.

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