Mais de 2 milhões de pessoas exigem que grande site de pornografia saia do ar

Considerado o maior site de pornografia do mundo, o 'PornHub' está sendo acusado de hospedar vídeos de estupros e abuso sexual de menores.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Sexta-feira, 4 Setembro de 2020 as 8:28

A expressão 'Trafficking Hub' está sendo usada na campanha que exige o fechamento da grande plataforma de pornografia 'PornHub', após o site ter sido acusado de permitir e ajudar a promover a exploração sexual e abuso de menores. (Imagem: PR Newswire)
A expressão 'Trafficking Hub' está sendo usada na campanha que exige o fechamento da grande plataforma de pornografia 'PornHub', após o site ter sido acusado de permitir e ajudar a promover a exploração sexual e abuso de menores. (Imagem: PR Newswire)

Uma petição pedindo a retirada do ‘PornHub’, o maior site de hospedagem de pornografia do mundo, ultrapassou os 2 milhões de assinaturas. O documento online foi elaborado e está recebendo um número tão alto de assinaturas, após o site ser acusado de promover ajudar a promover o tráfico sexual, bem como o abuso infantil

A petição lançada em fevereiro por Laila Mickelwait, diretora da organização sem fins lucrativos ExodusCry, com sede em Sacramento, recebeu assinaturas de 192 países, de acordo com um comunicado enviado ao The Christian Post na terça-feira.

A petição e o site da organização alegam, com evidências notáveis, que o ‘PornHub’ tem permitido e lucrado com crimes como estupro, sequestro, agressão sexual e tráfico sexual.

A petição até rendeu uma carta do senador norte-americano Ben Sasse, de Nebraska, em março, pedindo ao procurador-geral Bill Barr que conduzisse uma investigação federal sobre o site pornográfico e sua empresa-mãe, a MindGeek.

Um grupo de legisladores do Canadá fez o mesmo, pedindo também ao primeiro-ministro Justin Trudeau o fechamento do site pornográfico.

Tomando providências

Recentemente, Mickelwait se reuniu com legisladores em Washington D.C. e apresentou um caso baseado em evidências contra o site, que ela diz atrair cerca de 42 bilhões de visualizações por ano.

"Tudo o que é preciso para enviar conteúdo ao PornHub é um endereço de e-mail. Nenhuma identidade emitida pelo governo é necessária. O Pornhub não se preocupa em verificar com segurança a idade ou o consentimento das milhões de pessoas expostas nos vídeos que hospeda", disse Mickelwait em um comunicado esta semana.

"O site está configurado para exploração e está infestado de vídeos de estupro, tráfico sexual, abuso e exploração reais de mulheres e crianças. Temos evidências significativas de que isso é apenas a ponta do iceberg. O Pornhub é, sem dúvida a maior coleção pública de evidências de exploração sexual existentes”,

Em junho, a petição ultrapassou a marca de 1 milhão de assinaturas. Na manhã desta sexta-feira, a petição reuniu 2.028.312 apoiadores.

Apoio à causa

O ator e apresentador do programa "America's Got Talent", Terry Crews, acrescentou sua voz a essa mobilização em julho, postando no Twitter que o Pornhub deveria ser retirado do ar.

Mickelwait deu início à campanha, escrevendo um artigo no início deste ano, detalhando como era fácil fazer upload de conteúdo para o site de hospedagem de pornografia.

No dia seguinte, a BBC noticiou o caso de Rose Kalemba, que foi ameaçada com uma faca e estuprada por 12 horas, quando tinha 14 anos.

Seus agressores fizeram upload os vídeos da brutalidade no Pornhub e Kalemba teve que ameaçar o site com uma ação legal para que os vídeos fossem removidos.

“Os títulos dos vídeos eram 'adolescente chorando e levando tapas', adolescente sendo destruído, 'adolescente desmaiado'. Um dos vídeos teve mais de 400.000 visualizações", disse Kalemba à BBC na época. "Os piores vídeos foram aqueles em que eu estava desmaiada. Ver a mim mesma sendo atacada quando eu nem estava consciente foi o pior de tudo".

O Pornhub disse à BBC em um comunicado que os vídeos de Kalemba datam de antes dos atuais proprietários do site assumirem o controle e garantirem que a empresa "implementou as salvaguardas e políticas mais rigorosas da indústria quando se trata de combater conteúdo não autorizado e ilegal".

A ExodusCry também documentou o caso de uma garota de 15 anos da Flórida, que desapareceu por um ano antes de ser localizada. Cerca de 58 vídeos de seu estupro e abuso sexual foram descobertos no site, que foi monetizado.

Em novembro passado, o PayPal cortou os serviços para o Pornhub como resultado do streaming de conteúdo do site com mulheres e crianças que eram vítimas de tráfico.

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