"Não eram os planos de Deus", diz Marco Rubio ao desistir da campanha presidencial

A sua saída deixou o Partido Republicano ainda mais quebrado. Agora, sendo um dos principais candidatos, Donald Trump 'varreu' três estados, mas a perda do bilionário de Nova York no estado crucial de Ohio gerou mais caos para o partido.

Fonte: Guiame, com informações do Christian TodayAtualizado: quarta-feira, 16 de março de 2016 12:45
Marco Rubio era um dos candidatos à presidência dos EUA pelo partido republicano. (Foto: Reuters)
Marco Rubio era um dos candidatos à presidência dos EUA pelo partido republicano. (Foto: Reuters)

O senador cristão Marco Rubio, que após a saída de Jeb Bush da campanha foi considerado como uma esperança de estabilidade republicana para bater os candidatos Ted Cruz e Donald Trump, anunciou sua desistência da corrida presidencial, dizendo que "não era o plano de Deus" para ele, que ele fosse presidente em 2016.

Rubio não conseguiu impressionar os eleitores conservadores com suas opiniões em um debate sobre imigração e outras 'gafes' também foram apontadas por alguns jornais. Ele não tinha se mostrado forte no debate - uma falha impiedosamente exposta por um outro ex-candidato, Chris Christie, e ele foi forçado a pedir desculpas por um desentendimento com o candidato Donald Trump. Rubio também adotou uma estratégia de alto risco nos estados de votação antecipada, como Iowa que o viu passar menos tempo por lá que os outros candidatos.

Ele disse que após as primárias da última terça-feira: "Enquanto não for o plano de Deus para mim que eu seja presidente em 2016 (ou talvez nunca), minha campanha está suspensa. O fato de eu mesmo chegar até aqui é uma evidência do quão especial é a América e mais uma razão pela qual temos de fazer tudo o que pudermos para garantir que este país continue a ser um lugar especial".

No entanto, a sua saída deixou o Partido Republicano ainda mais quebrado. Agora, sendo um dos principais candidatos, Donald Trump 'varreu' três estados, mas a perda do bilionário de Nova York no estado crucial de Ohio gerou mais caos para o partido.

Enquanto a corrida republicana manteve-se em tumulto na terça-feira, as vitórias de Hillary Clinton na Florida, Illinois, Ohio e Carolina do Norte lançaram dúvidas sobre a capacidade do senador Bernie Sanders em alcançá-la pela indicação do Partido Democrata.

As vitórias de Trump na Flórida, Illinois e Carolina do Norte o aproximaram dos 1.237 delegados que ele precisa para ganhar a nomeação e deixou aqueles que tentam impedi-lo no partido com um dilema.

Os republicanos podem lançar um candidato que rejeita os seus objetivos políticos ou tentar pará-lo na esperança de que ele fique aquém da maioria necessária, permitindo-lhes apresentar outro candidato na convenção de julho, em Cleveland para escolher formalmente o seu candidato para a eleição em 08 de novembro deste ano.

Isso, no entanto, gera dúvidas sobre a posterior escolha dos milhões de americanos que apóiam o empresário imobiliário e ex-apresentador de reality show.

O senador Ted Cruz do Texas, que tem procurado colocar-se à frente como uma alternativa 'anti-Trump', foi superado pelo bilionário em todos os lugares na terça-feira, exceto Missouri, onde ele venceu o empresário, conquistando quase todos os votos contados.

Muitos líderes do partido estão revoltados com a retórica incendiária de Trump e acreditam que suas posições políticas estão fora de sintonia com o sentimento republicano, tais como o seu voto para deportar 11 milhões de imigrantes ilegais, temporariamente proibir muçulmanos de entrarem nos Estados Unidos, construir um muro ao longo da fronteira com o México e impor políticas comerciais protecionistas.

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