Ordem dos Ministros Evangélicos repudia passaporte vacinal no Ceará: “Apartheid sanitário”

A Ordem dos Ministros Evangélicos do Estado do Ceará criticou decisão do governador Camilo Santana.

Fonte: GuiameAtualizado: quinta-feira, 18 de novembro de 2021 14:36
Imagem ilustrativa. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Imagem ilustrativa. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A Ordem dos Ministros Evangélicos do Estado do Ceará (ORMECE) publicou uma nota de repúdio na terça-feira (16) contra a exigência do passaporte da vacina instituída esta semana pelo governo do estado.

O passaporte vacinal contra a Covid-19 foi anunciado pelo governador do Ceará, Camilo Santana, na tarde de sexta-feira (12) e passou a valer a partir de segunda (15). A comprovação deve ser feita na entrada de eventos abertos ou fechados, restaurantes e bares (sejam eles nas ruas, shoppings, hotéis ou barracas de praia). 

Segundo a ORMECE, a exigência promove um “apartheid sanitário” e viola as liberdades individuais garantidas pela Constituição Federal.

“A Comunidade Evangélica Cristã de nossa Unidade Federativa entende que tal exigência, representa não somente instrumento de controle da sociedade – sonho dos ditadores  – mas, também, uma forma de separar e segregar a população entre aqueles que se submetem ou não ao seu sistema”, diz a nota.

Decisão fere o livre arbítrio

Além disso, a ORMECE teme que a decisão não apenas restrinja o acesso às empresas de entretenimento e lazer, mas cause um desconforto social em todas as áreas. “Especialmente os frequentadores das Igrejas Cristãs, criando um novo pária da sociedade: o indivíduo que optou por não se  submeter a experimentos com vacinas”.

“A comunidade evangélica cearense, embora vacinada em sua maioria, entende que esta decisão é individual e voluntária, decorrente do livre arbítrio individual”, acrescentam os ministros cearenses.

Por fim, a nota define a decisão como “um apartheid macabro” que tem como alvo “o honesto cidadão que optou por não se submeter às vacinas cujos efeitos não lhe são muito claros”. 

O documento foi assinado pelos pastores Francisco Paixão Bezerra Cordeiro, presidente da ORMECE; José Francisco de Oliveira Filho, vice-presidente da ORMECE; Francisco Everton da Silva, presidente do MCASP - Conservadores Cristãos; João Clemente Pompeu, assessor jurídico da ORMECE e vice-presidente do MCASP; e Glauco Barreira Magalhães Filho, Carlos Rebouças e George Mazza, assessores jurídicos da ORMECE.

Veja a nota na íntegra:

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