Papa recebe líder muçulmano em reunião histórica: “O encontro é a mensagem”

A reunião, que aconteceu no Vaticano, sinaliza o fim da suspensão de laços entre católicos e muçulmanos.

Fonte: Guiame, com informações de Folha de São PauloAtualizado: segunda-feira, 23 de maio de 2016 18:39
O papa Francisco recebeu o líder religioso da Mesquita de al-Azhar, Ahmed al-Tayeb, no Palácio Apostólico. (Foto: Max Rossi/Associated Press)
O papa Francisco recebeu o líder religioso da Mesquita de al-Azhar, Ahmed al-Tayeb, no Palácio Apostólico. (Foto: Max Rossi/Associated Press)

O papa Francisco recebeu nesta segunda-feira (23) o imã Ahmed el-Tayeb, da Mesquita de al-Azhar — um dos líderes mais respeitados do mundo islâmico sunita. A reunião, que aconteceu no Vaticano, sinaliza o fim da suspensão de laços entre católicos e muçulmanos.

“O encontro é a mensagem”, disse Francisco ao receber Ahmed el-Tayeb para a reunião no Palácio Apostólico.

A reunião acontece cinco anos depois que líderes islâmicos decidiram cortar relações com a Igreja Católica, depois de comentários feitos pelo papa Bento 16 em 2011.

Na ocasião, o antecessor de Francisco disse existir "uma estratégia de violência que coloca os cristãos como alvo", depois de um ataque que matou 21 pessoas em uma igreja cristã copta em Alexandria. A mensagem irritou a organização muçulmana, que considerou sua fala um insulto ao islã.

Os dois líderes tiveram uma conversa em particular durante 25 minutos na biblioteca particular do papa, posaram para fotos com jornalistas e se despediram com um abraço.

A conversa girou em torno do diálogo inter-religioso entre o cristianismo e o islamismo, segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Ele acrescentou que o papa sugeriu a Ahmed el-Tayeb "a necessidade de que os líderes e os fiéis das duas maiores religiões do mundo mostrem compromisso comum para a paz no mundo".

"Eles ainda discutiram a rejeição à violência e ao extremismo e as dificuldades enfrentadas pelos cristãos no contexto dos conflitos e tensões no Oriente Médio e sua proteção", disse o Vaticano, em comunicado.  

Desde que foi eleito papa, em 2013, Francisco tem reunido esforços para melhorar a relação entre a Igreja Católica e as outras religiões. Por outro lado, movimentos como estes, chamados “ecumênicos”, vão contra o que foi estabelecido por Jesus Cristo em seu Evangelho.

"No ecumenismo, Jesus Cristo perde a sua posição de Cabeça da Igreja, pois o Vaticano diz que a mãe de todas as igrejas cristãs é a Igreja Católica Romana e que o seu cabeça é o Papa. Ele pode mudar até o que Jesus e seus apóstolos ensinaram", explica o pastor Bruno dos Santos.

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