Pastor americano diz que apoio a Israel trará ‘bênçãos sobrenaturais’ para o Brasil

O pastor John Hagee discursou em almoço entre o presidente Jair Bolsonaro e cerca de cem pastores, no Rio de Janeiro.

fonte: Guiame

Atualizado: Quinta-feira, 11 Abril de 2019 as 6:28

John Hagee, pastor sênior da Cornerstone Church e fundador da organização Cristãos Unidos por Israel. (Foto: Marcos Corrêa/PR)
John Hagee, pastor sênior da Cornerstone Church e fundador da organização Cristãos Unidos por Israel. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Durante um almoço entre o presidente Jair Bolsonaro e pastores nesta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro, o pastor norte-americano John Hagee falou sobre o cumprimento das profecias bíblicas sobre Israel.

O encontro com cerca de 100 pastores das principais denominações evangélicas do país também contou com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o governador do Rio, Wilson Witzel.

De acordo com Hagee, pastor sênior da Cornerstone Church e fundador da organização Cristãos Unidos por Israel, esta foi uma reunião “orquestrada pelas mãos de Deus”.

Hagee disse que teve uma reunião semelhante em 2017 com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, onde discutiram o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a mudança da embaixada americana para Jerusalém.

O pastor tem uma relação próxima com Israel — em suas 42 viagens ao país, ele se encontrou com todos os primeiro-ministros israelenses, desde Menachem Begin (1977-83). Hoje ele afirma ser amigo pessoal do atual representante do cargo, Benjamin Netanyahu.


Pastor John Hagee ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante discurso em Jerusalém. (Foto: Amos Ben Gershom/Flash90)

Em sua conversa com Trump, Hagee explicou ao presidente que “Israel é o relógio de Deus”. “Quando o povo judeu esteve fora de Israel, o relógio parou. Quando eles voltaram para a terra, o relógio voltou a funcionar”, ilustrou.

Hagee explicou que Deus mede o tempo em estações de 50 anos, conhecidas como Jubileu, ano que é descrito em Levíticos 25:10. “O ano de jubileu é um ano onde Deus derrama bênçãos sobre a nação de Israel”, esclareceu.

Para confirmar o significado profético do ano jubileu, Hagee listou uma série de acontecimentos históricos que marcaram Israel em períodos de 50 anos.

Em 1917, Londres expressou por meio de seu ministro das Relações Exteriores, Arthur James Balfour, que era a favor do estabelecimento de “um lar nacional judeu”. Cinquenta anos depois, em 1967, houve a Guerra dos Seis Dias, na qual Jerusalém foi anexada a seu território. Cinquenta anos depois, em 2017, Trump reconheceu Jerusalém como capital de Israel e anunciou a transferência da embaixada americana de Tel Aviv para a cidade.

Hagee disse a Trump que ele se tornaria um “político imortal” no dia em que apoiasse Israel. “Deus tem abençoado Trump por abençoar Israel”, destacou. “Nunca houve um presidente na história da América mais leal ao povo judeu do que Trump”.


Presidente Jair Bolsonaro em momento de oração no almoço com pastores. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Jerusalém é o epicentro da Bíblia, segundo Hagee. “Israel não é uma nação para turismo ou política, mas Israel é de fato bíblico”, frisou. “Deus irá abençoar as nações que abençoarem Israel. A ‘menina dos olhos de Deus’ precisa da nossa ajuda, e a porta da benção de Deus está aberta para as nações e igrejas [que a abençoarem]”.

O pastor incentivou os pastores brasileiros a apoiarem Israel de forma prática e apontou Israel como um fator de unidade entre os cristãos. O apoio a Israel pode “trazer bênçãos sobrenaturais, unidade espiritual e prosperidade para o Brasil”. Ele também disse que o “Brasil tem a chave para a América do Sul”.

Direcionando-se para Bolsonaro, Hagee deixou uma mensagem: “Que Deus te dê sabedoria sobre o tempo certo da embaixada. Está nas suas mãos”.

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