
O pastor Jonathan Parnell, da Igreja Cities, em St. Paul, Minnesota, que teve o culto de domingo interrompido por manifestantes contrários ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), classificou as ações do grupo como “vergonhosas”.
"Isso é inaceitável, é vergonhoso. É vergonhoso interromper uma reunião pública de cristãos em adoração", respondeu o pastor. "Eu preciso cuidar do meu rebanho."
O vídeo da invasão repercutiu nas redes sociais, gerando críticas pela violação de um direito assegurado pela legislação americana.
Um dos compartilhamentos dizia:
“Imagine invadir uma igreja para interromper um culto em andamento com seu protesto e achar que vocês são os mocinhos. Isso é vil.”
Imagine storming a church to stop an ongoing service with your protest and thinking you’re the good guys. This is vile: pic.twitter.com/G95YJohOlw
— Clay Travis (@ClayTravis) January 19, 2026
O entrevistador Don Lemon, que já foi âncora da CNN, destacou que a Constituição garante o direito à liberdade de expressão, bem como à liberdade de reunião e protesto.
"Estamos aqui para adorar, estamos aqui para adorar Jesus, porque essa é a esperança dessas cidades, essa é a esperança do mundo: Jesus Cristo", respondeu o pastor.
"Estamos aqui para adorar Jesus. É por isso que estamos aqui, é isso que nos define."
Gritos, xingamentos e acusações
O evangelista Franklin Graham afirmou em sua rede social que “não deveríamos nos surpreender com o fato de esses manifestantes terem invadido um culto dominical, interrompendo e tentando intimidar a congregação”.
Segundo ele, houve gritos, xingamentos e acusações direcionadas a jovens, crianças e famílias.
“Considero irônico que tenham achado aceitável pisotear e violar os direitos de cristãos que estavam na igreja para adorar pacificamente no domingo - tudo isso enquanto dizem estar defendendo os direitos de pessoas que estão infringindo a lei e permanecem neste país de forma ilegal.”
I guess we shouldn’t be surprised that these protesters would invade a church service on Sunday, disrupting and trying to intimidate the congregation. They shouted, cursed, and hurled accusations at youth, children, and families. I find it ironic that they were fine with…
— Franklin Graham (@Franklin_Graham) January 20, 2026
Após afirmar que a Convenção Batista de Minnesota–Wisconsin agiu corretamente ao classificar o ocorrido como “um trauma inaceitável”, Graham conclamou orações pelos cristãos, pelas igrejas e pelas autoridades:
“Precisamos proteger nossa liberdade religiosa na América. Junte-se a mim em oração não apenas pelos pastores e pela congregação dessa igreja em Minnesota, mas também para que igrejas em todo o país permaneçam firmes. E orem pelos agentes da lei que tentam fazer cumprir as leis desta nação, para que Deus lhes conceda proteção, coragem e força.
Profanação a culto
Harmeet Dhillon, assistente do Procurador-Geral para Direitos Civis no Departamento de Justiça, publicou no X que o DOJ está “investigando possíveis violações da lei federal FACE por parte dessas pessoas que profanaram um local de culto e interferiram na adoração cristã”.
We are on it @CivilRights, working with the USAO in Minneapolis. This is un-American and outrageous. https://t.co/5orAHecxIG
— AAGHarmeetDhillon (@AAGDhillon) January 18, 2026
“Precisamos proteger nossa liberdade religiosa na América. Junte-se a mim em oração não apenas pelos pastores e pela congregação dessa igreja em Minnesota, mas também para que as igrejas em todo o país permaneçam firmes. E orem pelos agentes da lei que trabalham para fazer cumprir as leis desta nação, pedindo a Deus que lhes conceda proteção, coragem e força.”
Acusado de participar dos protestos, Lemon respondeu à publicação de Dhillon no Instagram, dizendo que não tinha qualquer vínculo com o protesto e que estava “apenas praticando jornalismo”.
A Lei FACE tipifica como crime federal – sujeito a multas e possíveis penas severas de prisão – o uso ou a ameaça de força para “ferir, intimidar ou interferir” em qualquer pessoa que busque serviços de saúde reprodutiva ou que exerça legalmente o direito à liberdade religiosa, garantido pela Primeira Emenda, em um local de culto.
A legislação também proíbe causar danos intencionais à propriedade de instalações que ofereçam serviços de saúde reprodutiva ou de locais destinados à prática religiosa.
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