Pastora baleada em Salvador morre após meses de tratamento: “Deixou um legado”

Carine Carvalho foi baleada por traficantes em julho de 2025 e morreu após complicações durante o tratamento.

Fonte: Guiame, com informações de CorreioAtualizado: quarta-feira, 7 de janeiro de 2026 às 20:11
Carine Carvalho. (FotoReproduçãoInstagramCarine Carvalho)
Carine Carvalho. (FotoReproduçãoInstagramCarine Carvalho)

A pastora Carine Carvalho, baleada por traficantes em Salvador, na Bahia, em julho de 2025, faleceu na manhã da última terça-feira (6) após contrair infecções durante o tratamento.

A morte de Carine foi confirmada pelo perfil da Igreja Batista Casa de Oração, onde ela servia ao Senhor com a família.

Segundo a TV Bahia, a pastora teve algumas infecções durante o tratamento, mas não conseguiu resistir ao ferimento e morreu por volta das 6h.

O esposo de Carine, Manoel Carvalho, agradeceu às orações e disse: "Ela deixou um legado. Foram seis meses de luta, todo mundo orando. A gente lutou". 

O velório e o sepultamento ocorreram nesta quarta-feira (07), no cemitério Bosque da Paz, em Salvador, Bahia, no bairro Nova Brasília.

No Instagram, a igreja informou sobre a morte de Carine e compartilhou a passagem bíblica de 2 Timóteo 4:7-8, que diz: 

Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda”.

Muitos lamentaram a morte da pastora e enviaram mensagens de apoio para a família: “Meus sentimentos. Que o Espírito Santo conforte os familiares, as ovelhas e os amigos. A Ap. Carine deixa um legado marcado pela humildade, pela graça e pelo amor a todos que a cercavam. Grande mulher de Deus”.

“Não tenho palavras para isso. Que o Espírito Santo Consolador seja com a família, a congregação que ela liderava e os amigos”, acrescentou uma mulher.

E uma pastora destacou: “A morte da apóstola não foi uma fatalidade. Foi o resultado anunciado do aumento da criminalidade e do abandono da segurança pública. Vidas estão sendo ceifadas enquanto o medo toma as ruas. Estamos perdendo o direito básico de ir e vir, de trabalhar, de servir, de voltar para casa”.

E continuou: “O silêncio diante dessa violência também mata. Não é apenas um crime — é um retrato de uma sociedade ferida, onde a impunidade grita mais alto que a justiça. Não aceitaremos que a violência seja normalizada. Cada vida importa. Cada morte clama por responsabilidade, ação e mudança”.

Relembre o caso

A pastora foi baleada dentro do carro, enquanto levava um conhecido para casa no bairro da Engomadeira após um culto, em 5 de julho.

Na entrada da Engomadeira, o seu marido Manoel percebeu que havia homens armados. Ele informou que eram líderes cristãos, mostrou sua Bíblia e foi liberado para entrar no bairro.

Porém, quando o casal retornou para sair da região, os criminosos atiraram contra o veículo. A pastora Carine foi atingida por um tiro que entrou na nuca e saiu pela testa.

No momento, os filhos dos pastores também estavam no carro, mas não foram atingidos.

Na ocasião, facções criminosas rivais disputavam o controle do tráfico na região. Carine foi levada em estado grave para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), onde passou por uma cirurgia de quatro horas e foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

Após o incidente, a igreja da pastora iniciou uma campanha de oração por sua recuperação. Em dezembro, ela recebeu alta depois de cinco meses de internação e continuou apresentando melhoras. 

Recentemente, os familiares chegaram a pedir doações para a recuperação de Carine, agradeceram a ajuda que receberam e pediram mais orações. No entanto, a pastora não resistiu.

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