Pelo menos 7 cristãos estão entre os manifestantes mortos no Irã

Segundo organizações que monitoram a perseguição, pelo menos 10 crentes foram presos. O número de mortos nos protestos subiu para mais de 3.400.

Fonte: Guiame, com informações de Article 18, G1 e Revista OesteAtualizado: quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 às 20:04
Corpos de manifestantes mortos. (Foto: Imagem ilustrativa/Reprodução/YouTube/Channel 4 News).
Corpos de manifestantes mortos. (Foto: Imagem ilustrativa/Reprodução/YouTube/Channel 4 News).

Pelos menos 7 cristãos estão entre os milhares de manifestantes mortos pelas forças de segurança do regime islâmico do Irã, nos últimos dias.

Os dados foram divulgados pela Article 18, uma organização que apoia cristãos perseguidos, nesta quarta-feira (14).

Segundo a organização, os sete cristãos assassinados durante os protestos eram iraniano-armênios. Até agora, apenas um deles, Ejmin Masihi, foi identificado pela imprensa armênia.

O Article 18 confirmou que pelo menos outros seis crentes foram mortos e pelo menos três ficaram feridos.

Além disso, pelo menos dez cristãos foram presos em meio aos protestos. De acordo com fontes locais da Barnabas Aid, uma organização que monitora a perseguição no mundo, os crentes foram detidos após serem acusados de liderarem protestos contra o governo e agir contra a segurança nacional.

Repressão violenta

As manifestações, que reuniram milhares de iranianos nas ruas, estão sendo reprimidas com violência pelo governo.

O número de mortos nos protestos subiu para mais de 3.400 pessoas, de acordo com a última atualização desta quarta-feira (14) da ONG Direitos Humanos no Irã (IHR), que tem monitorado as manifestações.

Os dados são baseados em fontes no Ministério da Saúde iraniano e se referem apenas aos dias 8 a 12 de janeiro. Conforme a ONG, é possível que o número de mortos seja maior.

Vídeos que mostram dezenas de corpos dentro de sacos, enfileirados em frente ao necrotério de Teerã, começaram a circular nas redes sociais nesta semana.

Há relatos de testemunhas, divulgados por organizações não-governamentais, de que o governo iraniano está realizando um massacre e fazendo execuções sem julgamentos judiciais. 

Segundo a ONG norte-americana HRANA, mais de 18 mil manifestantes já foram presos pelo regime de Ali Khamenei.

Perseguição a cristãos intensificada

Segundo a missão Barnabas Aid, os cristãos, que já são tratados como inimigos do regime islâmico, estão enfrentando mais perseguição durante a onda de protestos.

“Nossos parceiros no local relatam uma tendência preocupante de que o governo Iraniano está cada vez mais usando a minoria cristã como bode expiatório, acusando os crentes de incitar e liderar essas manifestações”, afirmou o gerente de projetos do Barnabas responsável pela região do Irã.

Um pastor local de uma igreja clandestina relatou ao Barnabas Aid: “O clima é de medo. As autoridades não estão apenas procurando manifestantes; elas estão procurando alvos que possam usar para contar uma história de interferência estrangeira”. 

“Eles invadiram várias casas de crentes, alegando que somos nós que fornecemos o 'combustível ideológico' para as marchas nas ruas. Nosso povo está ficando em casa, mas as buscas de porta em porta são implacáveis”, denunciou.

Intervenção militar dos EUA

O presidente americano Donald Trump ameaçou intervir militarmente no Irã se manifestantes fossem mortos pelo governo iraniano.

Em discurso na terça-feira (13), Trump incentivou o povo iraniano a continuar protestando, afirmando que “a ajuda está a caminho”.

“A todos os patriotas iranianos, continuem protestando, tomem suas instituições se possível e salvem os nomes dos assassinos e abusadores que estão abusando de vocês”, declarou o presidente.

Conforme a imprensa dos Estados Unidos, um ataque americano ao Irã é iminente. Em resposta à ameaça, o regime islâmico informou nesta quarta-feira (14) que atacará bases militares americanas no Oriente Médio caso seja bombardeado.

De acordo com a Reuters, os EUA começaram a evacuar suas tropas de algumas bases da região.

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