Polícia de Londres proíbe marcha para Jesus temendo provocar reação de muçulmanos

As autoridades alegaram risco à segurança pública após um protesto de muçulmanos contra um evento anterior da mesma organização no bairro.

Fonte: Guiame, com informações de The Telegraph e Christian TodayAtualizado: segunda-feira, 26 de janeiro de 2026 às 16:06
Imagem Ilustrativa. (Foto: Reprodução/Unsplash/Yanny Mishchuk)
Imagem Ilustrativa. (Foto: Reprodução/Unsplash/Yanny Mishchuk)

Autoridades de Londres proibiram uma marcha para Jesus em uma área predominantemente muçulmana, alegando risco de “violência e distúrbios graves”. O evento estava previsto para o dia 31 de janeiro em Whitechapel, no bairro de Tower Hamlets.

Anúncios publicados nas redes sociais descrevem o evento como uma “marcha cristã”, convidando a comunidade: “Junte-se à nossa marcha em Whitechapel, adorando Jesus Cristo em 31 de janeiro, o mês dedicado ao santo nome de Jesus”.

A decisão ocorreu após episódios anteriores de tensão na região. Em outubro de 2025, uma marcha também planejada pelo partido político britânico UKIP — Partido da Independência do Reino Unido — foi forçada a ser transferida para o centro de Londres após intervenção policial.

Segundo o The Telegraph, a Polícia Metropolitana afirmou que, embora a marcha pudesse ocorrer em outro local, seria “imprudente” permitir que acontecesse em Whitechapel, devido ao risco de violência e desordem.

A mobilização de outubro gerou reação de grupos contrários, formados em sua maioria por homens, muitos mascarados e vestidos de preto, que organizaram uma contra-manifestação alegando que iriam “defender sua comunidade”.

A mídia internacional informou que os homens declararam frases como “Honraremos todos os nossos mártires” e “Allahu Akbar”, além de gritar contra judeus: "Escória sionista fora de nossas ruas". A ação provocou preocupação na comunidade judaica local.

Para Nigel Farage, membro fundador do UKIP, a contra-manifestação foi “uma das coisas mais aterrorizantes" que já viu. Além disso, o líder acusou a polícia de "ceder aos islamitas" e "violar seu direito democrático de reunião". 

Autoridades defendem a proibição

A Polícia Metropolitana proibiu a segunda marcha planejada pelo UKIP, usando poderes previstos na Lei de Ordem Pública, afirmando que ela representaria "um risco de violência grave para membros da comunidade e para nossos policiais". 

Ao comentar a decisão das autoridades, o Comissário Adjunto James Harman disse que havia uma "probabilidade muito real" de que a presença do UKIP em Whitechapel "pudesse levar a sérios distúrbios ou desordem". 

"Não estamos dizendo que o protesto do UKIP, isoladamente, será desordeiro. Mas sabemos que muitos o acharão provocativo e isso levará a uma reação local adversa", declarou ele. 

E continuou: "Com base nas informações disponíveis e em incidentes semelhantes anteriores, acreditamos razoavelmente que a união do protesto do UKIP com grupos opositores hostis à sua presença provavelmente levará à violência e a graves distúrbios. Seria imprudente permitir que um evento acontecesse quando entendemos que existe o risco de violência grave contra membros da comunidade e contra nossos policiais".

A Rede de Solidariedade à Palestina de Tower Hamlets apoiou a decisão da polícia e afirmou que o bairro possui uma “longa e orgulhosa história de luta contra o fascismo” e agradeceu aos líderes locais por pressionarem a polícia.

"Agradecemos ao prefeito, ao Conselho e aos nossos líderes religiosos e comunitários por pressionarem a polícia para proteger nosso bairro", compartilharam nas redes sociais.

O prefeito de Tower Hamlets, Lutfur Rahman, declarou ter se reunido com líderes religiosos, incluindo cristãos de diversas denominações, para discutir o ocorrido.

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