Quero tornar o aborto impensável, diz homem com síndrome de Down

Frank Stephens se tornou um grande ativista contra o aborto.

fonte: Guiame, com informações do Daily Wire

Atualizado: Quinta-feira, 14 Fevereiro de 2019 as 9:24

Frank Stephens tem síndrome de Down e se tornou uma voz poderosa contra o aborto, em todo o mundo. (Foto: Daily Wire)
Frank Stephens tem síndrome de Down e se tornou uma voz poderosa contra o aborto, em todo o mundo. (Foto: Daily Wire)

No início de fevereiro, o ativista com síndrome de Down, Frank Stephens, participou do programa "Fox & Friends" para comentar a viralização de seu testemunho compartilhado contra o aborto no Congresso dos EUA em 2017. O vídeo acabou acumulando mais de 20 milhões de visuzalições, após ser compartilhado pelo ator Ashton Kutcher no Facebook.

Depois de exibir vários vídeos do testemunho viral de Stephens, o apresentador Ainsley Earhardt perguntou: "Então Frank, por que você faz isso? Por que você quis falar com o Congresso? Eu sei que você fala para as escolas e você é um embaixador desta maravilhosa organização".

Stephens respondeu:

"Eu falo com as escolas porque as pessoas ... não sabem quem somos, mas quando têm a chance de nos conhecer, elas basicamente têm a chance de gostar de nós", explicou.

"Eu gostaria de agradecer ao meu amigo Ashton Kutcher por compartilhar o vídeo com o meu testemunho", disse Stephens.

Earhardt perguntou a Stephens sobre o recente discurso disseminado na mídia sobre o aborto tardio, após a aprovação de uma nova lei em Nova York, que permite a realização do aborto até pouco antes do bebê nascer.

"Nós falamos muito na mídia, nas última semanas, sobre o valor da vida ... tem havido alguns políticos que são defensores do aborto até o terceiro trimestre. O que você diria para as mães que acabaram de descobrir que elas têm complicações ou que o filho delas pode nascer com síndrome de Down?", questionou.

Stephens deu uma resposta poderosa:

"Sobre o aborto - não quero torná-lo ilegal, quero torná-lo impensável. Os políticos mudam as leis, eu quero mudar o coração das pessoas. Quero mudar a mente e o coração das pessoas", disse.

Finalmente, Earhardt perguntou a Stephens por que sua vida "vale a pena", conforme o ativista fez questão de destacar no vídeo que se tornou viral. Stephens explicou:

"Minha vida vale a pena ser vivida, porque é fantástica. Eu tenho que viajar pelo mundo todo; Eu vou à oficina de uma peça em Nova York; Eu vou estar em dois documentários que serão lançados no próximo mês; e eu tenho uma namorada adorável, amigos e uma família maravilhosa", destacou. "Em todo o mundo, as mulheres estão optando por abortar seus filhos com síndrome de Down, em vez de dar à luz".

Nos Estados Unidos, estima-se que aproximadamente 67% das crianças diagnosticadas no período pré-natal com síndrome de Down são abortadas. Os números para outras nações desenvolvidas são ainda maiores - Islândia (quase 100%), Dinamarca (98%), Inglaterra (90%), França (77%).

Clique no vídeo abaixo para conferir o testemunho de Frank Stephens (legendado):

Reação

Depois de receber críticas por postar o vídeo de Stephens, o ator Ashton Kutcher publicou um texto no Facebook, explicando que o vídeo de Stephens não tem nada a ver com militância política, mas sim uma proposta de reflexão sobre o valor da vida.

"Parece que minha postagem do depoimento de Frank Stephens se transformou em uma campanha de recrutamento partidário. Pare! Vamos fazer uma campanha de reflexão", propôs o ator.

"Não vejo a questão da triagem embrionária como um simples problema pró-vida X pró-escolha. Na verdade, eu realmente não vejo o aborto como um simples problema em preto e branco. Há nuances para ambos os argumentos, e como na maioria das coisas, neste cenário político e midiático bipartidário, gostamos de simplificar em demasia as questões complicadas em dois argumentos básicos e escolher lados. Então nós recrutamos pessoas para o nosso lado que nós celebramos ou publicamente trollamos aqueles que se opõem", acrescentou.

"Para ser claro, geralmente sou contra os governos que regulam as escolhas médicas de uma mulher. O governo não é igreja. Há uma razão pela qual este tópico teve décadas de debate político. É porque não é preto e branco ou vermelho e azul. É cinza, tem nuances, é complicado e, por causa da ciência, está mudando. Então, vamos parar de recrutar capitães para nossas equipes e começar a desfazer as complicações para fazer as melhores escolhas para o nosso futuro", finalizou.

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