Reino Unido proíbe ensino de identidade de gênero nas escolas

O primeiro-ministro Rishi Sunak anunciou também a proibição de aulas de educação sexual para crianças menores de 9 anos.

Fonte: Guiame, com informações de Christian ConcernAtualizado: terça-feira, 21 de maio de 2024 às 13:10
O primeiro-ministro Rishi Sunak. (Foto: Wikimedia Commons/Prime Minister's Office).
O primeiro-ministro Rishi Sunak. (Foto: Wikimedia Commons/Prime Minister's Office).

O governo do Reino Unido proibiu o ensino de identidade de gênero nas escolas, em uma nova medida para a educação, divulgada na semana passada.

As novas regras adotadas pelo Ministério da Educação ainda incluem a proibição de aulas de educação sexual para alunos menores de 9 anos.

Durante o anúncio da mudança no currículo escolar, o primeiro-ministro conservador Rishi Sunak afirmou que a medida tem o propósito de proteger as crianças, garantindo que elas não sejam expostas a conteúdos inadequados.

Segundo o governo, há diversos relatos de “materiais perturbadores sendo usados nas aulas de Educação sobre Relacionamento, Sexo e Saúde” nas escolas.

A nova regra vale apenas para escolas da Inglaterra, não sendo obrigada no restante do Reino Unido: Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. Os países têm autonomia em algumas áreas, incluindo a educação.

“A contestada teoria da identidade de gênero não será ensinada (nas escolas). No ensino secundário, os alunos aprenderão sobre características legalmente ‘protegidas’, como a orientação sexual e a mudança de gênero. Mas a orientação atualizada é clara de que as escolas não devem ensinar sobre o conceito de identidade de gênero”, afirma a medida.

A ministra da Educação, Gillian Keegan, explicou que a mudança sobre a educação sexual tem o objetivo de impedir a propagação da ideologia de gênero.

“O sexo biológico é a base do relacionamento, do sexo e da educação para a saúde – e não essas opiniões contestadas”, disse Keegan.

Luta contra ideologia de gênero nas escolas

A Christian Concern, organização que defende os direitos religiosos e que faz campanhas contra a ideologia de gênero nas escolas, comemorou a nova medida do Reino Unido.

A organização afirmou que a vitória é fruto da luta de deputados conservadores, pais e professores corajosos que denunciaram a doutrinação LGBT nas salas de aulas.

“Os pais Calvin e Nicola Watts, apoiados pela Christian Concern, estavam preparados para falar e dizer que a doutrinação trans de crianças da escola primária não era aceitável”, lembrou a Christian Concern.

Conforme a instituição, os pais são impedidos de verem os materiais que as escolas usam para ensinar seus filhos, no Reino Unido.

“A grande maioria dos pais, com exceção dos mais progressistas, ainda teria problemas com o fato de os seus filhos terem, por exemplo, a masturbação explicada por adultos fora de casa. Uma agência governamental escocesa até recomenda aulas sobre masturbação”, afirmou.

No anúncio das mudanças na educação sexual, o primeiro-ministro Sunak garantiu que agora os pais terão livre acesso ao currículo.

“Os pais confiam, com razão, que quando mandam os seus filhos para a escola, estes serão mantidos em segurança e não serão expostos a conteúdos perturbadores que sejam inadequados para a sua idade”, comentou.

E acrescentou: “Agirei sempre rapidamente para proteger as nossas crianças e esta nova orientação fará exatamente isso, ao mesmo tempo dará aos pais acesso ao conteúdo curricular, se assim o desejarem”.

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