
O The Send Brasil reuniu cerca de 300 mil pessoas no último sábado (31) em cinco cidades brasileiras, consolidando-se como um dos maiores eventos cristãos já promovidos no país.
Ao longo do evento, mais de 400 líderes subiram aos palcos, entre pastores, missionários, ministros e cantores. Diversas denominações foram representadas, com membros de igrejas batistas, reformadas, episcopais, metodistas, pentecostais, carismáticas, da Assembleia de Deus, da Quadrangular, entre outras.
O The Send tem origem no The Call, iniciativa internacional liderada por Lou Engle, conhecida por grandes reuniões de oração em estádios.
Com o tempo, o foco foi ampliado — surgiu a convicção de que era necessário enviar pessoas para cumprir o “ide”. A mudança deu origem ao The Send, que se traduz como “O Envio”.
Uma programação voltada à oração e às missões
A programação foi estruturada de forma a deixar claro que o encontro não tinha caráter de entretenimento. Com duração de 12 horas, houve momentos de oração e mobilização, louvor e adoração, e pregação.
O The Send Brasil promoveu pautas como arrependimento, incentivo ao engajamento bíblico, mobilização para missões e cuidado com órfãos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Além disso, foi marcado por orações por cura, batismo no Espírito Santo e confirmação de chamados.
Durante as ministrações, dados apresentados ajudaram a contextualizar o cenário global e nacional. Estima-se que mais de 3,4 bilhões de pessoas ainda vivam em regiões onde o Evangelho não chegou de forma acessível, além da existência de mais de 7 mil grupos étnicos que nunca ouviram a mensagem cristã.
No Brasil, os números também chamam atenção: cerca de 47 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos, enquanto 32 milhões de crianças estão em situação de extrema pobreza.
Do ponto de vista financeiro, a organização afirma que o The Send não tem foco comercial. O valor dos ingressos não cobre nem metade dos custos de um evento desse porte, e não há margem de lucro baseada em bilheteria. A realização foi viabilizada principalmente por ofertas voluntárias, incluindo recursos de organizações missionárias internacionais. Segundo os organizadores, nenhuma verba pública foi utilizada.
Milhares de igrejas mobilizadas antes e depois do evento
A mobilização começou meses antes do sábado (31). Durante cerca de seis meses, equipes percorreram diferentes regiões do país promovendo encontros com lideranças, como cafés de pastores, reuniões de visão e cultos de mobilização. Mais de mil pastores participaram desse processo, envolvendo mais de mil igrejas.
De acordo com a organização, o objetivo nunca foi criar um movimento paralelo à Igreja, mas fortalecer a atuação das igrejas locais, garantindo que aqueles que responderam ao chamado para o envio fossem acompanhados dentro de suas próprias comunidades.
Assista a transmissão do The Send Brasil 2026 na íntegra:
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