Sikêra Jr. é condenado por criticar trans ‘crucificada’ e diz: “Continuo defendendo Jesus”

O apresentador foi condenado a pagar R$ 30 mil de indenização a trans que desfilou crucificada na Parada Gay de 2015. Ele pede apoio da igreja e diz que ato foi desrespeito.

fonte: Guiame, com informações da Folha de S. Paulo

Atualizado: Segunda-feira, 10 Agosto de 2020 as 9:47

Sikêra Jr. foi condenado a pagar R$ 30 mil de indenização a trans crucificada. (Foto: Reprodução/Instagram)
Sikêra Jr. foi condenado a pagar R$ 30 mil de indenização a trans crucificada. (Foto: Reprodução/Instagram)

O apresentador Sikêra Jr. foi condenado a pagar R$ 30 mil de indenização ao modelo transexual que desfilou crucificado como Jesus Cristo durante a Parada Gay de 2015.

O processo foi iniciado por causa dos comentários do apresentador da Rede TV! enquanto noticiava um crime cometido por duas lésbicas. Ele usou uma foto de Viviany Beleboni crucificado e fez uma crítica ao movimento LGBT. “Isto é um lixo, uma bosta, uma raça desgraçada”, disse.

No processo, Sikêra esclareceu que em momento algum quis comparar Viviany às assassinas e que “apenas emitiu opinião sobre movimentos que, como a Parada Gay e seus adeptos, tratam com chacota os símbolos do cristianismo”.

A advogada do apresentador, Viviane Barros Vidal, disse ainda que “ao sair desfilando vestida de Jesus Cristo, [o modelo] deveria ter previsto que tal manifestação chocaria a sociedade”.

No entanto, o juiz do caso, Sidney da Silva Braga, decidiu que Sikêra se utilizou da transexualidade e da imagem da modelo para associá-la à prática de um crime. 

“O fato de a autora ser artista reconhecida não autoriza que possa ter sua imagem exposta sem autorização e ser chamada de ‘raça desgraçada’ em contexto de crítica à prática de um crime que com ela não tem qualquer relação”, diz a sentença.

“Em defesa de Jesus Cristo”

No sábado (8), Sikêra publicou um vídeo no Instagram falando sobre o caso durante o programa Alerta Nacional, apresentado por ele na RedeTV!. Ele lamentou a falta de apoio, especialmente da Igreja Católica, e disse que continuaria em defesa da imagem de Jesus.

“Nesse momento eu me sinto só. Eu não tive aquele apoio que imaginei de quem mais eu defendo. Vou continuar defendendo a família brasileira, o cidadão de bem e em quem eu acredito, no meu senhor Jesus Cristo”, disse o apresentador.

Ele continuou: “É um desrespeito o que estão fazendo com o nosso senhor Jesus Cristo. No carnaval, a parada gay. Estão desrespeitando. Agora, qualquer coisa coisa minha é ofensa. Qualquer coisa minha é ódio. De lá pra cá é arte”. 

 

Sikêra lamentou a falta de apoio da liderança católica, dizendo que não viu nenhum manifesto em repúdio ao “desfile da escola de samba onde o senhor Jesus Cristo é arrastado por Satanás” e destacou que a “lacração tá soltando fogos”.

“Aqui eu continuo defendendo a família brasileira, o meu senhor Jesus Cristo. Somos um País cristão. E você que não respeita, você que fez essa presepada com a imagem do meu senhor Jesus Cristo, aguarde o seu”, disse ele. “Vai mexendo com Jesus Cristo, vai mexendo com o nosso Deus. Ele é mais forte do que tudo isso”.

O apresentador voltou a pedir o apoio dos cristãos, inclusive evangélicos. “Nesse momento eu me sinto só. Estou precisando do apoio do Brasil inteiro. Eu fui o único na televisão brasileiro a denunciar essa palhaçada que fizeram com a imagem do meu senhor Jesus Cristo. Eu fui o único que botou a cara a tapa”, disse.

“Agora é a hora da união de quem acredita em Jesus Cristo. E você que fez isso, o seu chega. Pode ter certeza. E não vai partir de mim ou nenhum ser humano. Você vai receber o seu na hora certa, e você vai perguntar: ‘Por que? Eu só prego o amor’”, finalizou.

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Publicado por Sikera Júnior em Sábado, 8 de agosto de 2020

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