Tribunal da Califórnia decide que cultos atrapalham “diversão” no centro da cidade

Uma igreja evangélica foi impedida pela cidade de Salinas de funcionar por não contribuir com a atmosfera de animação do centro da cidade.

fonte: Guiame, com informações da Fox News

Atualizado: Segunda-feira, 22 Junho de 2020 as 9:43

Imagem da rua principal do centro de Salinas, na Califórnia. (Foto: Flickr/Naotake Murayama)
Imagem da rua principal do centro de Salinas, na Califórnia. (Foto: Flickr/Naotake Murayama)

Um tribunal da cidade de Salinas, na Califórnia (EUA), decidiu que uma igreja evangélica não poderá funcionar por não contribuir para a “atmosfera vibrante e divertida” do centro do município.

A igreja New Harvest Christian Fellowship havia alugado um prédio na rua principal de Salinas por mais de 25 anos, e em 2018, comprou um espaço no mesmo endereço. A igreja pretendia usar o primeiro andar como um centro de adoração, mas a cidade interveio.

Em 29 de maio, o tribunal favoreceu a decisão da cidade, dizendo que a igreja gera interesse limitado. De acordo com a decisão da juíza Susan van Keulen, do Tribunal do Distrito Norte da Califórnia, a congregação não atrai turistas e prejudica a “vibração” e “diversão” da cidade.

Segundo os advogados do Pacific Justice Institute (PJI), que atuam na defesa da igreja, a decisão do tribunal é contra a garantia da lei americana sobre as igrejas.

Kevin Snider, principal advogado do caso, disse à Fox News que Salinas “considera as igrejas menos merecedoras de igualdade de tratamento nos termos da lei do que o teatro infantil, os dois cinemas e o centro de eventos” que estão localizados no centro.

“Desde a decisão do tribunal de primeira instância, ironicamente, o centro de Salinas teve um animado protesto na rua de pedestres”, observa Snider. “Esses tipos de assembleias podem não garantir a diversão que os oficiais da cidade esperam substituir nas igrejas”.

Em 2010, a PJI venceu um caso semelhante contra a cidade de San Leandro, representando a  igreja Faith Fellowship Church, que recebeu uma indenização de US$ 2,3 milhões da cidade, informa o Monterey County Weekly.

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