Bebê é curado após ser desenganado por médicos

Bebê é curado após ser desenganado por médicos

Atualizado: Terça-feira, 20 Outubro de 2009 as 12

Quando nossa filha estava com dois anos ela começou a pedir uma irmãzinha. Começamos então a, trabalhar com essa idéia. Conversamos e ensinamos a ela que seria Deus quem decidiria e que aceitaríamos com muito amor o novo bebê, fosse ele menino ou menina. Quando soubemos que Gerda, minha esposa, estava grávida (agosto/03) contamos a Rebeca e deixamos que ela escolhesse o nome. Suas opções foram: Davi, se menino e Raquel, se menina.

Todas as noites nossa filha orava pelo bebê que estava na barriga da mamãe e tudo transcorria normalmente. Começamos a fazer o pré-natal. A primeira ecografia ocorreu com sete semanas de gestação e o resultado foi normal. Com, aproximadamente, dez semanas a médica solicitou, sem motivo aparente, uma ecografia de translucência nucal. Estranhamos o pedido, pois esse exame não havia sido feito na primeira gestação. No íntimo isto nos deixou um pouco apreensivos, e fomos fazer o exame com um especialista fetal. Para nossa surpresa, ao término da consulta, o médico nos informou que o feto apresentava algumas imagens alarmantes e solicitou exames complementares. Com os resultados em mãos ele, resumidamente, passou a relatar os seguintes problemas:

1º - o líquido da nuca estava acima do normal (indício para um cuidado mais específico);

2º - o feto apresentava problemas cardíacos (ducto venoso com padrão alterado com onda à reversa);

3º - a presença de um cisto na fossa posterior (o qual teria a tendência de crescer e comprometer o desenvolvimento do bebê).

Parecia que alguém tinha puxado o tapete debaixo de nossos pés. Aos prantos nos dirigimos com os resultados ao consultório de nossa médica obstetra. Ela nos recebeu na porta dizendo:

- Gerda, não chore, você é jovem e poderá ter outros filhos!

Nesta mesma consulta ela nos informou que precisaríamos investigar mais detalhadamente o que estava acontecendo, mas não nos escondeu que o diagnóstico era sério e que precisávamos nos preparar para a hipótese de perder o bebê. Voltamos para casa arrasados. O que diríamos para nossa filha? A própria médica havia dito que deveríamos "preparar a Rebeca". Decidimos, porém, não falar com ela sobre o ocorrido, mas contamos à família, aos amigos, à igreja. A partir dali iniciou-se uma forte corrente de oração em torno da situação.

Em uma próxima consulta, a médica nos disse que talvez fosse necessário interromper a gravidez. Clamamos, então, que o Senhor decidisse o futuro de nosso bebê. Começamos a pedir a Deus que se fosse realmente necessário fazer o que a médica estava dizendo, que aquela interrupção ocorresse de forma natural. Creio que nossa angústia e desespero só podem ser calculados por quem já passou por experiência semelhante!

Fizemos uma punção para diagnosticar o tipo de síndrome do feto. Eram três possibilidades, sendo duas incompatíveis com a vida e uma compatível. O resultado demorou vinte dias para ser conhecido. Durante aquele período continuamos com nossas atividades normais na família, trabalho e igreja. Hoje temos a certeza de que fomos carregados e sustentados por Deus, pois em nós não havia forças para continuar a exercê-las.

No dia 25 de novembro a médica ligou para nos dar o resultado, dizendo que tinha uma "meia-boa notícia". Inicialmente, os médicos acreditavam que pelo fato de no ano anterior terem tido três casos de síndromes incompatíveis com a vida, o mesmo ocorreria com nosso bebê. Eu, apesar de minha minúscula fé, achava que o resultado seria uma síndrome compatível com a vida. Porém, o que ouvi não foi nenhuma das duas possibilidades. Ela disse que todos os exames relativos às síndromes tinham dado normais. Fiquei em estado de "choque" e assim que consegui falar perguntei como isso seria possível e se o diagnóstico era confiável. Ela respondeu que, clinicamente falando, não havia explicação e que ela mesma não entendia como os exames não haviam acusado nenhuma síndrome. Porém, apesar do resultado, seria necessário que prosseguíssemos com os exames para avaliar os demais problemas apresentados. Para complementar a ótima notícia, ela informou que se tratava de um menino: DAVI, e ele já começava a ganhar a batalha contra Golias!

Marcamos para o dia seguinte os demais exames. Tivemos mais angústias, mas também mais surpresas: o problema cardíaco havia desaparecido. Davi atirava mais uma pedra contra Golias.

Faltava ainda uma resposta quanto ao cisto abaixo do cerebelo, que segundo o especialista fetal, deveria crescer a cada exame. Porém, acontecia exatamente o contrário, ele estava, aos poucos, diminuindo.

Com toda essa reviravolta a médica retomou o pré-natal que, devido aos prognósticos, havia sido interrompido. Nossa oração continuava sendo para que Deus realizasse uma cura completa.

Voltamos ao especialista fetal e uma nuvem escura voltou a cobrir o brilho do sol. O médico disse que, apesar dos exames anteriores, havia a possibilidade de Davi possuir uma síndrome chamada Dandy Walker.

No dia 16 de janeiro de 2004 nossa filha Rebeca fazia aniversário. Pela manhã fomos fazer outros exames e tivemos a resposta de que o cisto havia desaparecido por completo. O médico dizia, insistentemente, que aquilo não era normal, e que ele não entendia como podia estar acontecendo! Para ele talvez não, mas nós sabíamos que o Deus verdadeiro estava operando. Com muita alegria pudemos dar a notícia a todos os familiares e amigos que estavam na festa de aniversário da Rebeca. Mais tarde, quando perguntamos ao especialista sobre a Dandy Walker ele disse para "esquecer aquilo".

O coração humano é realmente incrédulo e, apesar de estarmos presenciando um milagre, queríamos ver o nascimento para ter certeza do poder do Deus. Por ordens médicas a gestante precisava engordar, pois o bebê estava abaixo do peso normal. Também pudera!

Começamos ali uma nova fase, com a espera do parto, muita oração, profunda intimidade com Deus. As ecografias (ao total foram 11) e os diagnósticos continuaram os mesmos: feto sem anomalias e dentro do desenvolvimento normal.

Na última ecografia antes do nascimento, o especialista fetal disse que se ele não tivesse acompanhado a gestação, jamais diria que se tratava do mesmo bebê dos exames anteriores! (Glórias e honras a Cristo!).

Nossa filha, na sabedoria dada por Deus, havia escolhido corretamente o nome do irmão e nós o complementamos com Rafael, que significa sarado por Deus.

No dia 05 de maio de 2004, às 11h05min da manhã nascia Davi Rafael de uma cesariana. De maneira repentina, enquanto a médica retirava o bebê, ela começou a dizer aos demais companheiros da equipe médica que eles estavam contemplando um milagre. Eles não entenderam e ela, então, passou a relatar o ocorrido: "este bebê é, realmente, um milagre! Com 11 semanas de gestação nós (os médicos) pensamos em interromper a gravidez, pois ele apresentava uma lesão cerebral horrível. Fomos, porém, dando um tempo, rezando e ele foi melhorando e melhorando. Hoje ele está aqui. Isso é para vermos que tem alguém lá em cima que sabe e manda mais do que nós aqui!"

Davi Rafael nasceu com 3,750kg e 50cm, isso por que a médica achava que ele nem chegaria a três quilos...  Pudemos filmar o parto e temos todas as imagens e declarações gravadas não só em nossos corações!

Fizeram em Davi todos os exames possíveis e imagináveis, mas nada foi encontrado, a não ser um bebê normal e perfeito. Hoje ele está com nove meses de vida e tem servido como um testemunho vivo da graça de Deus, fruto das orações de familiares, amigos e de pessoas que nem nos conheciam, mas que intercederam por nós. Somos eternamente gratos a Deus e certamente, indignos de tamanha bondade a nós concedida.

Jean Rafael Puchetti Ferreira é casado com Gerda que é mãe de Rebeca e Davi Rafael.  Moram em Curitiba, Paraná e freqüentam a Igreja dos Irmãos Menonitas de São José dos Pinhais.

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