
Kondo nasceu em uma família descendente de samurais na vila de Ifuna-Noda, no Japão. O vilarejo foi fundado no século 16 por samurais Kondo e todos os moradores seguiam o budismo.
“Quase todos ali têm o mesmo sobrenome: Kondo. Eu sou um deles. Cresci frequentando templos budistas e aprendendo caligrafia japonesa; portanto, fui criado dentro de uma religião tradicional”, contou o homem, em vídeo da missão Operação Mobilização Brasil.
Durante a adolescência, Kondo se tornou rebelde e fez coisas erradas. “Cometi um erro na vida que me deixou com uma profunda sensação de impureza. Nada do que eu fazia conseguia apagar esse sentimento de estar sujo”, lembrou.
Aos 20 anos, o jovem se mudou para o Canadá e ouviu sobre o Evangelho. Ele foi impactado por Cristo e abandonou o budismo.
“Frequentei uma igreja pela primeira vez. Quatro anos mais tarde, aceitei Jesus como meu Salvador em uma igreja japonesa no Canadá”, disse.
Após ser batizado, Kondo experimentou a purificação de seus pecados e a liberdade de Cristo. “Percebi que aquela impureza que eu carregava desde a adolescência havia desaparecido. Compreendi, então, que aquela era a nova vida que Deus havia me dado”, testemunhou.
Mais tarde, o cristão passou a servir em outro país em um local perigoso. Nessa época, influenciada pelo filho, a mãe de Kondo começou a frequentar uma igreja no Japão. “Ela confiava que as orações dos cristãos protegeriam seu filho”, comentou ele.
A nova fé de Kondo também impactou o pai, que atuava como chefe budista no vilarejo. “Ele acabou acompanhando minha mãe e passou a crer em Jesus. Com o passar dos anos, creio que ele depositou grande confiança nos cristãos”, afirmou.
Guardiões de túmulos ancestrais
Anos depois, Kondo voltou para o Japão quando seu pai estava com câncer em estado avançado.
O filho e um pastor local incentivaram o homem a se batizar nas águas e abandonar a religião tradicional de seus antepassados.
“Ele era um dos guardiões dos túmulos ancestrais, uma função mantida há séculos. Além disso, a filiação ao templo budista passaria do meu pai para mim e, depois, para os meus filhos, caso ele não a encerrasse. Foi por isso que pedi a ele que deixasse o budismo e rompesse os laços”, explicou Kondo.
E continuou: “Ele disse: ‘Não é uma decisão minha, é uma decisão da família’. Então perguntei: ‘Se o restante da família concordar em deixar isso de lado, você também concorda?’ Ele respondeu: ‘Sim, concordo’”.
Então, Kondo conversou com seus parentes e eles permitiram que o homem deixasse os compromissos no templo. Assim, o chefe da família aceitou Jesus como seu único Salvador e foi batizado. “Deus operou o milagre de conceder o ‘sim’", destacou.
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Pregando Jesus no vilarejo
Enquanto o pai de Kondo se preparava para morrer, ele teve a ideia de construir uma cruz para colocar em seu túmulo. O recém-convertido sabia que toda a aldeia estaria presente em seu funeral e queria compartilhar a mensagem do Evangelho.
“Temos uma tradição na aldeia em que cada família deve enviar pelo menos um representante aos funerais. Pensamos que essa seria a única oportunidade de compartilhar o Evangelho com os moradores da aldeia”, observou Kondo.
Durante o funeral do pai, ele anunciou as Boas Novas ao vilarejo: “Quero contar a vocês a história da cruz. Quem crê na morte e na ressurreição de Jesus pode ter a vida eterna. Esse é o significado da cruz que meu pai fez”.
Hoje, o homem que faleceu de câncer continua pregando Cristo mesmo após sua morte. “A cruz do meu pai é a única naquele cemitério, que é um cemitério exclusivamente budista. E quero que as pessoas da comunidade se lembrem da mensagem que ouviram sempre que virem a cruz”, declarou Kondo.
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