Filho de pastor conta como deixou a homossexualidade: "Minha identidade está em Cristo"

Filho de pastor, George Carneal conta como Deus o livrou da depressão e até mesmo do suicídio, restaurando também o relacionamento dele com seu pai.

Fonte: Guiame, com informações do God ReportsAtualizado: sábado, 22 de abril de 2017 12:45
George Carneal. (Imagem: Youtube)
George Carneal. (Imagem: Youtube)

Ele era filho um pastor da Igreja Batista do Sul, nos EUA, que usava costeletas no estilo Elvis Presley. Sendo o mais velho de quatro filhos, ele obedientemente freqüentou a igreja com sua família no Tennessee.

“Por volta dos sete anos de idade, me senti encorajado a consagrar a minha vida a Jesus”, relatou George Carneal em seu livro, ‘From Queer to Christ: My Journey Into the Light’ (‘Da Teoria Queer para Cristo: Minha Jornada para a Luz’). Depois de professar sua fé em Jesus diante da congregação, seu pai o batizou.

Tímido e efeminado, na quarta série ele já estava sendo chamado de nomes na escola, como “maricas”. Ele sempre era o último a ser escolhido para a seleção de equipes esportivas. Ele preferia sair com as meninas e pular corda em jogar com outros garotos.

À medida que foi crescendo, o bullying tornou-se uma constante. A escola tornou-se uma questão de sobrevivência para George. “Eu sempre era zombado por causa do jeito que eu andava e levava os meus livros (próximos ao meu peito)”, contou.

No Ensino Médio, Carneal chegou a namorar algumas garotas, mas fugia de qualquer tentativa de algo mais “íntimo” como um beijo. “Minha atração era para com os meninos”, ele admitiu, “mas eu não entendia por quê”.

Após a formatura, ele teve seu primeiro relacionamento com outro jovem gay. Depois que os dois jantaram juntos pela primeira vez, ele foi questionado: “Você é gay?”

“Sim, acho que sou”, respondeu George, balançando a cabeça em sinal positivo.

Enquanto o jovem vivia em conflito com seus sentimentos, seu pai passou por uma crise na igreja e foi forçado pela congregação a renunciar.

Em resposta àquela situação, Carneal saiu, olhou para o céu e disse a Deus que o odiava. “Por que os cristãos fariam isso com meu pai?”, ele se perguntou. A partir daquele momento, ele decidiu ficar longe da igreja se rendeu ao estilo de vida homossexual.

“Mais de dois anos se passaram antes que meu pai fosse chamado para pastorear uma igreja em Kentucky”, observou ele. “Eu decidi ficar na Flórida e passei a morar com uma drag queen, Sam, e seu parceiro.”

Em Fort Lauderdale, George trabalhou em três empregos de meio período para pagar suas despesas. “Eu vivia à base de cigarros, pizza e sanduíches”, diz ele. “Então eu decidi visitar um conhecido bar da Hustler (revista pornográfica americana) para ver se eu poderia fazer algum dinheiro extra”.

Ouvindo a voz de Deus
Trabalhando como garoto de programa, as coisas às vezes ficavam ásperas e até violentas. Uma noite, enquanto caminhava com amigos em direção a um conhecido bar gay, chamado ‘A Copa’, a voz de Deus tocou profundamente o coração de George.

“Senti como o volume do som de todas as coisas ao meu redor de repente ficasse mais baixo e eu ouvi claramente estas palavras sussurradas em meu ouvido: ‘Se você fosse morresse hoje à noite você iria para o inferno?”, contou Carneal

Assustado, George não disse a seus amigos o que ele tinha ouvido, mas decidiu que iria tentar ignorar a voz. Interiormente, uma sensação de angústia corroía sua alma.

“Eu estava aberto a tentar qualquer coisa que me desse uma sensação de prazer, buscava preencher o vazio no meu interior, mas eu sempre descobria que tudo era insatisfatório”, relatou. “Eu estava lutando contra a depressão e não podia mascarar a dor com o uso de drogas e álcool por mais tempo”.

Uma noite, Carneal chegou a pensar em suicídio – e até mesmo segurou um vidro cheio de comprimidos na mão para engolí-los – mas decidiu não fazê-lo.


Chamada telefônica bem programada
No dia seguinte, o pai de George – movido pelo Espírito Santo – ligou para o filho, convidando-o a voltar para viver com sua família. O rapaz não pensou duas vezes em aceitar.

“Eu raramente estava em contato com minha família. Foi estranho quando meu pai me ligou do nada. Ele disse que era hora de eu voltar para casa e eu nem discuti”, contou.

Quando voltou para casa, finalmente confessou à família que era gay. “Meu pai não aprovou a homossexualidade, mas não reagiu de forma agressiva. Ele não parecia querer falar sobre isso e eu decidi não pressionar a questão porque eu senti que ele estava desconfortável com a notícia”.

“Agradeço que minha família não tenha me renunciado ou me expulsado de casa”, observou ele. “Eu sabia que minha família me amava”.

Uma velha amiga da família, chamada Beth, ajudou a Carneal a conseguir um emprego no setor do banco de dados da prefeitura, em Clarksville, Tennessee. Então, ele se mudou para a cidade por causa de seu novo trabalho, passou a morar na casa da família de Beth e começou a frequentar a igreja com eles.

Depois de um tempo, Carneal se reconciliou com Cristo e foi batizado novamente. “A minha homossexualidade obviamente entrava em conflito com a minha espiritualidade, mas eu sabia que queria agradar a Deus”, admitiu.

“Eu agradeci a Deus por me dar o que eu ansiava: paz. Certamente, desta vez seria diferente. Mas a minha esperança parecia ser de curta duração, porque eu ainda lutava contra a homossexualidade”, acrescentou.

Carneal continuou indo para bares, procurando por amor. Sua depressão continuou e os pensamentos suicidas se intensificaram.

Ele decidiu se mudar para Los Angeles com um amigo chamado Paul e conseguiu um emprego em uma gravadora de Hollywood.

“Durante aquele tempo, eu desejava estar na igreja. Eu me senti tão vazio, como se algo estivesse faltando. Eu tinha um profundo desejo por Deus, mas achava que Deus não tinha desejo por mim, porque eu era homossexual”, explicou.

“Paul e eu nos consideramos um casal, mas a intimidade era difícil porque eu acreditava que a homossexualidade era um pecado. A luta constante entre minha fé e minha homossexualidade era exaustiva e uma forma de tortura mental… Por muitos dias eu ia deitei na minha cama e chorei”, afirmou.

George Carneal é autor do livro "From Queer to Christ". (Imagem: Guiame)


Encontrando uma igreja
Em sua busca por uma aproximação com o Evangelho, Carneal começou a frequentar uma igreja em North Hollywood que abraçava uma teologia ‘gay-friendly’ (que não considera a homossexualidade um pecado), mas a interpretação das Escrituras por aquela denominação o deixaram ainda mais confuso.

“Em numerosas ocasiões eu derramava meu coração para Deus, com súplicas profundas, guturais, soluçando para que Ele me desse paz sobre o assunto. Eu já não sabia mais no que acreditar”, contou.

Quando seu pai foi visitá-lo em Los Angeles, George o levou para visitar a igreja gay que frequentava, mas o pastor não achou que aquele era um bom lugar para o seu filho, pois insistiu que a homossexualidade é um erro.

Após brigar com seu pai, Carneal lançou uma busca renovada de significado que o levou ao Self-Realizaton Temple (‘Templo da Autorrealização’), em Hollywood, fundada por Yogananda. No templo, ele notou fotos de gurus alinhados na parede da frente – incluindo uma representação de Jesus no meio deles. Mesmo depois de Carneal rejeitar a reencarnação como uma “piada cruel”, ele ainda estava determinado a evitar os cristãos.

Certa noite, George decidiu dirigir-se a uma livraria cristã para ver se conseguia encontrar um livro sobre o suicídio numa perspectiva bíblica. O medo que Carneal tinha do inferno o impedia de seguir com seus impulsos autodestrutivos. Quando não conseguiu encontrar um livro sobre o assunto, sentou-se no chão e começou a chorar.

“Naquele momento da minha vida, eu estava morando em um lugar perto da praia, trabalhando em Beverly Hills, já havia viajado para vários destinos ao redor do mundo, dirigia um carro de luxo e conhecia inúmeros políticos, celebridades e estrelas do rock”, conta ele.

“Passei anos nos clubes, usando de drogas e tendo relacionamentos sexuais com centenas de homens. Para alguns, poderia ter parecido que eu tinha tudo, mas honestamente, por dentro eu estava em desespero, quebrado e querendo me matar”.

Mas enquanto George se via nas profundezas do desespero suicida, seu pai – mais uma vez conduzido pelo Espírito Santo – ligou para o filho, depois deles terem ficado quatro anos sem se falar. Carneal chorou ao telefone e disse a seu pai que precisava de sua ajuda.

Mais tarde ele pegou um avião de volta para casa e teve algumas conversas significativas com sua família.

“Eu finalmente entendi a reprovação do meu pai com relação à minha homossexualidade. Aquilo não era um ataque pessoal contra mim. Ele estava preocupado com o meu relacionamento com Deus, minha salvação, e onde eu iria passar a eternidade. Eu entendi. Ele me amava!”, destacou.

Carneal voltou para a igreja, mais uma vez se reconciilou com Cristo e decidiu ser batizado mais uma vez.


Permanecendo na Verdade
Após se reconciliar com sua família e também com Deus, George chegou a uma importante conclusão sobre sua homossexualidade e sua espiritualidade.

“Eu tive que parar de lutar com Deus. Quando eu verdadeiramente me rendi à Sua e não à minha vontade, notei que uma mudança começou a acontecer em minha vida. Isso me levou a uma jornada de oito anos na qual Deus teve que ‘limpar a casa’, desprogramar minha mente das mentiras que eu absorvia sobre Ele e os ‘cristãos tóxicos’ e abrir os olhos para o engano que é o ‘estilo de vida homossexual”, explicou.

Carneal percebeu que seu desejo pelo amor de uma figura masculina tinha era algo tão viciante quanto as drogas e o álcool.

“Deus foi paciente comigo; Ele sabia que a cura e a integridade tinham de vir primeiro para que eu finalmente tivesse a força para me afastar de minha vida anterior. Deus me livrou graciosamente de um vício sexual. Minha atração pelo mesmo sexo não mudou instantaneamente, mas já não me controla mais. Eu escolhi o caminho do celibato”, afirmou.

Carneal finalmente rejeitou a ‘teologia gay-friendly’. “Eu tentei reconciliar os argumentos a favor da homossexualidade, mas eu não poderia, em sã consciência, ignorar a verdade de Deus por mais tempo”, destacou.

“Incentivar um homossexual a permanecer nesta vida é o mesmo que encorajá-lo a ficar na maior escravidão, em uma conduta que está em rebelião contra Deus”, diz ele.

“Eu não sou mais atormentado pelo meu passado. Eu me entreguei a Deus, me arrependi, pedi perdão e o assunto é resolvido com Deus. Não estou apenas em paz com Deus, mas finalmente estou em paz comigo mesmo.

“Louva seja Deus! Minha identidade está em Cristo, e não na minha sexualidade”, finalizou.

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