"Mil anos para Deus é como um dia, e isso foi real comigo", diz pastora da Lagoinha

"Mil anos para Deus é como um dia, e isso foi real comigo", diz pastora da Lagoinha

Atualizado: Quarta-feira, 9 Dezembro de 2009 as 12

Carol, como é conhecida pelos íntimos, teve que lidar com muitas situações adversas durante a infância e adolescência, porém as dificuldades não conseguiram derrotá-la. Ana Carolina Malta Francisco se tornou vitoriosa e capaz de cuidar das pesoas que Deus tem lhe confiado. Hoje, ministra de louvor e pastora, ela conta sua história de superação e salvação em Cristo.

"Nasci num lar não evangélico, porem sendo criada por pais dedicados e carinhosos. Meus pais se separaram quando eu tinha dois anos, então permaneci morando com minha mãe e irmã. Passamos por várias dificuldades, mas também por vitórias. Essa fase foi marcada por muita luta e superação. Minha mãe casou-se novamente, e acabei ganhando mais uma irmã por parte de pai. Destaco que meu padrasto foi um segundo pai para mim.

Mesmo estando separados, meus pais conseguiram manter um relacionamento de respeito, portanto, meu pai tinha livre acesso à minha casa e se relacionava muito bem com o meu padrasto. O fato de o casamento de meus pais não ter dado certo, não os impediu de serem excelentes pais. Acho importante registrar que minha família é o que Deus me deu de mais importante. Minha mãe e irmã são minhas melhores amigas e meu pai foi um grande amigo, pois, infelizmente, já faleceu.

Minha caminhada se deu da seguinte forma: tive um namoro de sete anos e depois fiquei durante seis meses perdida, sem foco, mas foi o suficiente para Deus me resgatar. No final de 1999, terminei o namoro, e em janeiro de 2000 entrei na faculdade de direito, em julho do mesmo ano aceitei a Jesus (esse ano foi o ano da minha vida).

O ano de 2000 foi marcado por uma grande experiência com Deus. Acordei muito deprimida, angustiada e chorando. Nesse momento comecei a conversar com Deus pedindo explicações para a minha angústia. Foi quando ouvi pela primeira vez a voz de Deus. Ele me falou que eu deveria cuidar mais do meu lado espiritual, pois muitas vezes eu me preocupava com aquilo que não preencheria verdadeiramente o meu interior. Cheguei a ir sozinha à igreja, mas ainda não tinha compreendido bem o que Deus havia revelado. Dias depois fui à reunião da manhã, ministrada pelo Pr. Márcio. No final do culto tive uma imensa vontade de ir à frente para renovar minha aliança com Deus, mas fiquei receosa, pois sabia que ir à frente significaria uma mudança de vida, e não queria brincar com Deus, assim acabei por não levantar a mão.

Ao chegar em casa conversei com minha irmã e minha mãe contando tudo o que havia escutado na igreja, chorei muito. À noite eu e minha mãe fomos à igreja, no culto do Pr. Márcio. A presença de Deus era tão intensa que minha mãe, que não era evangélica, me falou que eu deveria ir à frente. Eu resisti, porém meu coração já havia permitido a entrada de Deus. Nesse dia, o Pr. Márcio avisou que o Confrajovem, um evento anual da igreja, teria início no dia seguinte. Eu estava com uma viagem programada, porém cancelei tudo para estar na segunda-feira na igreja. No final do culto daquele dia, levantei minha mão e fui à frente.

A transformação em minha vida se deu de forma intensa e profunda. No sábado seguinte à minha conversão eu já fazia adoção e no domingo, o pré-encontro. Um mês depois, ou seja, em agosto, fui batizada. Três meses depois comecei a ministrar louvor na igreja, no grupo Resposta, o qual lidero há nove anos. A Palavra nos diz que mil anos para Deus é como um dia, e isso foi real comigo, pois Deus fez uma linda reviravolta em minha vida. Tenho que reconhecer que Deus tinha pressa em me transformar e eu estava disposta e ser lapidada.

Nessa trajetória conheci meu lindo esposo. Ele fez parte da minha conversão, pois ele acabou dando minha primeira lição de adoção. A partir do momento que começamos a conviver e nos relacionar, ainda como amigos, Deus começou a confirmar meu chamado pastoral, pois sabia que para namorar o Leônidas (Léo), Deus deveria confirmar em meu espírito esse chamado. Já que passaríamos a ser uma só carne após o casamento. Fomos amigos por um tempo e começamos a fazer a corte, uma fase de conhecimento mútuo que antecede o namoro. Lembro-me que na época, fizemos até um voto de não nos beijarmos até o nosso casamento. Estávamos em busca de uma confirmação sobre o nosso relacionamento. Nossa intensa busca pela santidade permitiu que Deus se revelasse mais e mais a nós dois, inclusive acerca do meu chamado.

Nesse período de namoro, noivado, Deus foi derramando muito amor em meu coração pela vida das pessoas. A caminhada com o Léo me deu a oportunidade de cuidar, ouvir e caminhar com muitas ovelhas. Namoramos um ano e três meses, nos casamos, e temos oito anos de casados. Trabalhamos na Mocidade e hoje lideramos o Ministério dos Jovens Adultos.

Recebi um convite para assumir o meu chamado pastoral e cremos que foi um reconhecimento do trabalho que eu já estava realizando. Aceitei o convite, mas continuo trabalhando voluntariamente na igreja. A cada dia tenho a convicção de que títulos não fazem as pessoas, mas o exercício da função faz a diferença. Sou grata a Deus, e louvo ao Senhor pela vida da minha

família e líderes".

Postado por: Felipe Pinheiro

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