"Quem curou a minha esposa foi Deus", afirma o juiz Relbert Chinaidre Verly

"Quem curou a minha esposa foi Deus", afirma o juiz Relbert Chinaidre Verly

Atualizado: Segunda-feira, 10 Agosto de 2009 as 12

Eu era um homem rico, bemsucedido, advogado respeitado que deixou tudo e se tornou dono de um posto de gasolina. Tudo ia bem, mas de forma inesperada a minha vida financeira foi totalmente devastada. O motivo? Mais um plano econômico do governo. Ao perder tudo, pensamos que a solução seria morar nos Estados Unidos. Lá poderíamos trabalhar. Na verdade, fazer trabalhos comuns aos estrangeiros. Então, mudamos de país e começamos uma nova vida. Trabalhei como servente de pedreiro e faxineiro, fiz faxina em um hotel onde já havia me hospedado.

Como a maioria das pessoas, eu acreditava em Deus. Às vezes lembrava que era cristão. Mas parece que é nos momentos mais difíceis que nos voltamos para Ele. E foi no meio de toda essa turbulência que decidi fazer valer a minha fé. Em função dele vivi grandes experiências. Por exemplo, nos Estados Unidos, fui humilhado, tratado como um escravo. Ainda assim, consegui recuperar a minha dignidade e autoestima. Então, retornei para o Brasil e comecei a advogar. Foi dessa maneira que em menos de um ano de trabalho, recuperei o que havia perdido e ganhei mais do que o dobro.

Depois de algum tempo, decidi que seria um Juiz. Me preparei para o concurso. Prestei. Não passei. Tudo bem, pois era a primeira vez que eu concorria. Me preparei novamente. O resultado foi negativo. Mais um. E nada também. Ao todo foram dez concursos e nada... Eu já estava a ponto de desistir, mas sentia, através da fé que decidi praticar, que Deus me encorajava a insistir, a continuar lutando. Então, no 11º concurso que prestei, fui aprovado. Mas veja, no dia da prova passei por uma livraria. Entrei. Sem que eu pudesse entender o que estava me acontecendo fui "guiado" até uma prateleira onde ficavam os livros de Direito Constitucional. Apanhei o primeiro que vi. De forma aleatória o abri. Olhei, era o capítulo sobre o controle da constitucionalidade. Li. E li também mais quatro capítulos. E segui para o local da prova. Quando abri a prova, o que vi? Consegue pensar qual era o assunto? Justamente controle da constitucionalidade. Foi aí que entendi porque havia sido "guiado" até aquela prateleira.

Como disse, passei no concurso e logo comecei a trabalhar. Aos poucos fui designado para uma Comarca, depois para outra. Essas transferências causavam vários transtornos. Trabalhar em um lugar longe de nossa cidade natal e em cidades pequenas não é nada fácil. Mas comecei a perceber que naqueles lugares, eu poderia ser útil para a população de baixa renda. Por exemplo, em determinada cidade, a cadeia local estava completamente abandonada. Eu já era sócio da Adhonep (Associação de Homens de Negócio do Evangelho Pleno), então, me reuni com outros sócios e juntos realizamos alguns eventos para arrecadar recursos e melhorar aquela situação. Aquele foi um momento de festa na cidade. Assim, o que estava praticamente destruído foi transformado numa cadeia modelo.

No dia da reinauguração distribuímos Bíblias para os detentos. Foi aí que o Ministério Público local moveu uma ação civil pública, por ato de improbidade administrativa. E de repente, eu, um Juiz, estava sendo processado, e o que é pior, junto a minha esposa. Que ironia! O argumento para esse processo era o de que havíamos violado a liberdade de crença dos presos; em outras palavras, violado a Constituição Federal. Mas isso não era verdade. Só estávamos cumprindo o papel de cidadãos. Durante pouco mais de três anos vivemos um período de angústia até sermos absolvidos, exatamente como Deus havia nos dito meses antes. E que vitória! Vivi também, em outra Comarca, uma experiência fantástica! Havia um serventuário que precisei exonerar porque não agira corretamente. Ele passou a nutrir uma raiva mortal de mim. Certo dia foi até ao Fórum completamente transtornado. Sua intenção era me matar. Ele estava se dirigindo ao meu gabinete, quando foi contido por uma escrevente. Ela conhecia o caso e sabia que ele estava errado. O rapaz abriu a jaqueta e mostrou para ela uma arma, dizendo: "Hoje, eu mato o Dr. Relbert". Ele tinha um olhar sombrio.

Aquela mulher conseguiu conversar com o rapaz. Com muito jeito, ela o convenceu a não fazer tamanha loucura. Tudo o que ele precisava ouvir foi dito. Não só sobre o seu erro, que gerou a exoneração, mas também sobre a minha conduta e o meu caráter. Ele começou a chorar copiosamente. Quando se acalmou disse a ela que poderia ficar tranquila. Ele desistira de seu plano.

Minutos depois, aquele homem invadiu o meu gabinete. Perguntou se eu sabia o que ele estava fazendo ali. Respondi: 'Acho que irá depor na corregedoria contra mim. Faça o que achar correto’. Ele tinha quase dois metros de altura. Sendo bem sincero, eu estava muito assustado. Ele me disse que não era nada daquilo. E continuou: 'O senhor foi caminhar anteontem?’ Prontamente respondi que sim. Caminhara no mesmo lugar de costume. Para minha total surpresa ele disse que estivera lá. Vira o meu carro, passara diversas vezes pelo meu trajeto, mas não me encontrara. Perguntou novamente: 'E ontem, o senhor foi caminhar?’ Respondi afirmativamente... Mais uma vez ele me disse que havia ido até o local. Ele vira o meu carro no mesmo ponto. Percorrera várias vezes o meu trajeto de caminhada e não me encontrara. A ideia de me matar, para ele, era uma fixação. E se houvesse me encontrado, teria descarregado todas as balas de um revólver em mim e em quem mais estivesse comigo. Ouvi estarrecido! Na sequencia, o homem começou a chorar e me pediu perdão.

Esses são fatos muito especiais na minha vida. Mas quero agora, compartilhar com você o maior milagre que vivenciei. Esse caso aconteceu, quando eu era Juiz de Direito titular em uma Vara Criminal em Uberlândia (MG). Fazia parte da turma recursal e naquela manhã saí de casa para fazer audiências. Era de praxe isso acontecer, uma vez por mês. Minha esposa ficou em casa como de costume. Ela é uma mulher saudável e na época tinha 41 anos de idade e nunca tivera qualquer doença ou nada mais sério do que uma dor de cabeça. Porém, naquele dia, algo novo aconteceu. Eu já estava na sala de audiências, pronto para dar início ao trabalho. Senti, em meu coração, que deveria voltar para casa. Parei, pensei e não quis dar atenção ao meu sentimento. Mas ele era intenso e foi se tornando cada vez mais forte. Entendi que era Deus quem estava falando comigo.

Levantei e disse para uma das juízas da turma recursal que precisava voltar para casa. Afinal, algo estava errado. Ela até falou: 'Mas você acabou de chegar...’ Porém nada me impediu de sair.

Corri para a minha casa. Foi incrível que não peguei nenhum sinal fechado. Cheguei rápido. Encontrei minha esposa em frente ao espelho do banheiro. Ela olhou para mim. E vi que ela estava tendo um AVC (Acidente Vascular Cerebral), um derrame cerebral. O rosto dela estava torto. Na sequência, ela começou a se debater de uma forma horrível! Perdeu a consciência, já não falava coisa com coisa. Aquela foi a pior cena que já vivi em toda a minha vida! Não gosto de me lembrar.

Apavorado corri para o hospital com ela. Ela foi internada e eu fiquei à espera do que aconteceria... As notícias que me chegavam não eram boas. Ouvi que o seu lado esquerdo fora seriamente afetado e que ela não moveria mais o braço e a perna. Eu estava angustiado. Chorei muito. Minha filha Jéssica se manteve ao meu lado todo tempo. E entendi que precisava ser forte.

Se eu não houvesse voltado para casa, o que teria acontecido? Eu teria 95% de chance de ter ficado viúvo e 5% de chance de ver minha esposa vegetando pelo resto da vida. Deus havia livrado a minha querida esposa da morte. Após sete dias, ela recebeu alta. E nos 45 dias seguintes, permaneci em casa, cuidando dela. Aos poucos, minha esposa foi se recuperando. Ela voltou a andar, voltou a falar e até a cantar. O seu rosto voltou ao normal. Você lembra qual era o diagnóstico? Nada do que foi predito aconteceu. A recuperação dela foi exatamente ao contrário. Como você explicaria isso? Eu sei. Posso dizer com segurança que quem curou a minha esposa foi Deus. E por que acredito nisso? Porque tenho vivido essas e outras tantas coisas incríveis a partir do momento que permiti que Ele dirigisse a minha vida, quando, apesar de cristão, resolvi entregar a minha vida a Jesus.

Quero dizer algo a você que está lendo este jornal: em todas essas situações relatadas não houve nenhuma coincidência, nenhum golpe de sorte. O que houve foi o cuidado de Deus. A razão é porque Ele nos ama. E sei que ele esteve presente em cada detalhe. Hoje posso dizer a você com muita propriedade: não espere acontecer uma tragédia em sua vida para dizer à sua esposa; seu marido; seus filhos; seus pais, o quanto os ama.

Eu não sei se o seu negócio vai mal, se você precisa de cura, de um milagre ou quem sabe de uma reconciliação com a sua família. Mas o que eu sei é que Deus é real, e que Ele tem poder para fazer coisas incríveis!

Relbert Chinaidre Verly é Juiz de Direito, sócio do Capítulo 0533 da Adhonep, e líder no Ministério Águias de Cristo, na Igreja da Lagoinha. Revista A VOZ, nº 123, publicação da Adhonep – www.adhonep.org.br.

Postado por: Felipe Pinheiro

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