Testemunho de uma mãe: "O Sebastian alcançou a estatura perfeita de Deus e eu tive que devolvê-lo ao Pai"

Testemunho de uma mãe: "O Sebastian alcançou a estatura perfeita de Deus e eu tive que devolvê-lo ao Pai"

Atualizado: Sexta-feira, 31 Julho de 2009 as 12

Palavras... como é difícil colocar em simples palavras tudo que vivi e tenho vivido. Mas hoje eu vou contar como o maior sonho da minha vida foi capaz de transformá-la para sempre...

Meu nome é Vanessa, nasci em São Paulo, capital, sou casada com o Heiko, mas ele não é só o meu marido, é minha continuação e eu sou a dele. E desse imenso amor nasceu o Sebastian. Um filho tão absurdamente amado e esperado. Bastou eu saber que ele estava dentro de mim e o vínculo já estava feito. Eu já o amava, mais do que qualquer coisa. Quando meus olhos contemplaram a doçura daqueles olhinhos azuis, eu percebi e entendi que ser mãe é uma dádiva. E como mãe eu descobri o quanto de amor há que jamais acabe.

Não há limites, não há medidas.... incondicional! Esse é o amor de mãe. E minha linda família sonhou, planejou, aproveitou e curtiu os 2 anos desse filho tão especial. O que eu não imaginava é que minha razão de viver seria afligida. Jamais imaginei que aquelas dores nas perninhas pudessem ser algo grave... jamais imaginei que teria de tomar uma triste decisão. E meu filho incrivelmente inteligente, extremamente amoroso, adoeceu gravemente, de uma hora para outra. Deu-se início uma busca incessante por um diagnóstico.

E numa noite, enquanto eu falava ao telefone, meu filho me disse: MÃE... DAQUI PARA FRENTE VOCÊ TERÁ QUE TER MUITA FÉ! Dois dias depois, eu entenderia aquela frase...MEU FILHO DE APENAS 2 ANOS E 8 MESES, TINHA CÂNCER: Neuroblastoma tipo 4. Dizer que o chão se abriu sob os meus pés seria pouco, na verdade ele me tragava...tragava meus planos, meus sonhos, minha vida, enquanto a palavra morte me rondava sem tréguas. Descobri ali que tragédias acontecem no nosso quintal...dessa vez no meu! Mas decidi também fazer uma escolha: lutar. Na verdade, nós três decidimos. 

E assim, enfrentamos todos os desafios que um tratamento exige: enfrentamos a químio, o medo, um transplante de medula óssea, na luta pela cura. O que aprendi nesse tempo foi a mais incrível experiência que jamais imaginei ter. Aprendi que Fé não é esperança. Temos esperança porque temos fé. Aprendi que precisava ser curada também e pude ver milagres descerem dos céus diversas vezes. Aprendi que ser mãe é ter a capacidade de conceber e, ás vezes, de entregar. E aprendi que uma criança era capaz de amar Jesus sem nada em troca. Tive o orgulho de ter um filho que ainda tão inocente jamais pensou em si, que acreditou, sem dúvida, alguma na cura.

E com ele eu corria os corredores do hospital orando pelas outras crianças enfermas. Ele jamais questionou o curso da doença e, por fim, convivi com um presente que, ainda que a dor e a medicação o consumissem, oferecia seu sorriso e sua presença para mim e para Deus. O Sebastian tinha uma maturidade intrigante. Por diversas vezes testemunhei o sobrenatural de Deus nas suas atitudes e me seria impossível narrar. Assim, enquanto lutávamos, fomos desafiados a mergulhar num nível de entrega e fé inimagináveis.

O Sebastian alcançou a estatura perfeita de Deus e eu tive que devolvê-lo ao Pai. Mas, para um filho que tanto me havia amado e ensinado, isso não seria tudo. Antes de partir ele disse-me algo que me manteria de pé nas manhãs e noites seguintes. Na verdade, estas foram as últimas palavras dele:

- Mamãe eu te amo muito, muito mesmo! Mas, Deus é bom!

Olhou para o céu, disse amém e... voltou para os braços do Pai.

Essa é a minha história ou parte dela, porque seria impossível resumir todos os propósitos de Deus para nós. Eu descobri que o milagre que buscávamos não era a cura, mas a salvação. E essa certeza é eterna. Por isso, milagres não transformam vidas, e certas certezas são preciosas. O Sebastian foi curado de todas as formas e eu tenho sido sustentada por Deus de muitas maneiras.

Vanessa Obermuller

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