"Vivendo o profético"

"Vivendo o profético"

Atualizado: Quinta-feira, 3 Dezembro de 2009 as 12

Ele é casado há 26 anos com Cláudia Márcia e é pai de duas jovens mulheres, Ana Carolina e Aline Tábita. Nasceu em Belo Horizonte e sua infância foi marcada pela luta e por muito sacrifício. Mas isso nunca fez dele uma pessoa triste e desesperançosa. A perseverança de seus pais fora exemplo para ele; sempre em busca de uma vida melhor, Antônio Carlos Alberto Ferreira se firmou nas promessas daquele que, além de ser o melhor amigo, lhe mostrou em gestos e ações um amor imensurável, Jesus Cristo. Em Jesus, ele escolheu viver as vitórias diárias que herdou da cruz e de vitória em vitória tem escolhido traçar um caminho profético.

"Nasci em Belo Horizonte e ainda criança morei no aglomerado Pedreira Padre Lopes, no bairro Santo André. Na época, meu pai, José Raymundo, era barbeiro e minha mãe, Joana D?arc, dona de casa. Uma das lembranças de minha infância que tenho é a de minha mãe carregando uma lata d?água na cabeça e subindo o morro. A vida não era fácil, e assim, eu e meus outros sete irmãos, ajudávamos no que era necessário. Meu pai era estudante de direito e se esforçava muito para realizar esse sonho. Eu quase não o via naquela época, porque ele trabalhava e estudava muito, chegava sempre tarde e saía muito cedo. Com muitas lutas e dificuldades ele conseguiu se formar e assim, passados alguns anos, nos mudamos para outro bairro.

"Conheci a Palavra de Deus pela primeira vez aos 17 anos de idade, por meio da vida de um amigo que me levou para conhecer a Igreja Batista da Floresta. Ao entrar pela primeira vez numa igreja evangélica senti algo diferente naquele lugar, pessoas sorrindo e se abraçando, algo incomum à minha realidade. Decidi-me por seguir a Cristo e fui acompanhado de perto por esse amigo. Ele lia a Bíblia comigo, me ensinava e me orientava quanto à vida cristã. Lembro-me que ao levantar minhas mãos e receber a oração, ouvi uma voz dentro de mim dizendo que minha vida seria totalmente transformada. Porém, quando meus pais souberam da minha conversão, foram contra. Eles não professavam da mesma fé e no início foi bem conflitante, principalmente pelo fato de eu ter sido o primeiro da minha casa a me converter a Jesus. Foi tão difícil que meu pai chegou a me proibir de ir à igreja. Contudo, o Senhor concedeu-me sabedoria para conduzir todo o processo, e a consequência dessa graça é que, atualmente, alguns membros da minha família são convertidos ao Senhor, inclusive minha mãe.

"No início da minha vida cristã, frequentei a Escola Dominical e comecei a conhecer mais da Palavra de Deus. A minha sede era tão grande que acabei indo para um seminário.

"Quando completei 18 anos tive que me alistar e no ano seguinte fui convocado para servir, meu amigo e pai na fé também fora convocado, mas servimos em locais diferentes. Conheci alguns evangélicos no quartel e começamos a nos reunir, cantávamos louvores e líamos a Palavra. Sentimos, então, a necessidade de formar um grupo que denominamos 'Infantes para Cristo', com o objetivo de levar a Palavra a todos os soldados. Era um grupo pequeno, mas com o coração disposto a evangelizar. Desse grupo surgiu uma banda, passamos a visitar algumas igrejas e então começamos a ministrar e pregar.

"Conheci minha esposa, Cláudia Márcia, na Igreja Batista da Floresta no dia do meu aniversário de 18 anos. Nos casamos após quatro anos e três meses de namoro e noivado. No entanto, após o nascimento de minhas filhas tivemos de mudar para Montes Claros (MG), onde lecionei informática. Após oito meses retornamos à BH, tivemos que voltar devido a uma enfermidade que minha filha Aline teve. Largamos tudo em Montes Claros e ao chegar aqui fui procurar emprego. Foram momentos difíceis que passamos. Consegui um emprego como professor. Em 1996 comecei a auxiliar um pastor no bairro Tupi, onde recebi o dom de profecia. Posteriormente, fundamos uma igreja no bairro São Gabriel. Durante meu trabalho como pastor auxiliar na Igreja Batista Solidária, montamos um grupo de Street Dance. Com esse grupo começamos a evangelizar jovens e a ministrar em outras igrejas.

"Em 1999, Cláudia Márcia me disse que Deus estava nos chamando para ir à Igreja Batista da Lagoinha. No princípio fiquei resistente quanto a isso; largar o grupo que naquele momento estava crescendo? Deus precisava falar comigo também. Foi então que conheci a Lagoinha.

Nunca tinha visto uma igreja tão grande, senti algo se movendo dentro de mim ao entrar pela primeira vez no Templo. Certa vez, quando o Pr. Márcio pregava, vi dois anjos, um do lado direito e outro no lado esquerdo do pastor, eles deviam ter cerca de dois metros de altura, não tinham asas e estavam de braços cruzados olhando fixamente à frente, como soldados, sem se mexer. Ao ter aquela visão comecei a chorar. Havia uma autoridade tremenda sobre a vida do nosso pastor. Naquele momento o Senhor me falou que esses dois anjos simbolizavam a autoridade que Ele tinha dado ao seu filho nessa igreja. Depois dessa visão reconheci que Deus me queria na Lagoinha.

"A partir disso, estivemos no grupo Manancial, realizamos vários trabalhos na igreja por meio do louvor e também do teatro, até que o Senhor nos chamou para que montássemos o Ministério Brit, em 2003. A minha esposa já ministrava e compunha músicas, ministrava em eventos desde 1996, e em 2005 lançamos o CD na Jocum (Jovens com uma Missão), uma instituição missionária. Ajudamos também a fundar uma Igreja Judaico Messiânica (Betsalel), para judeus que aceitam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, na qual aprendemos a língua hebraica. Foram também cinco anos como diretor voluntário de informática no Centro de Recuperação (CREDEQ), no qual auxiliei no desenvolvimento do site da instituição e ainda realizava ministrações na fazenda onde os recuperandos de vícios eram cuidados.

"Em 2007, a Cláudia Márcia esteve em Jerusalém, junto ao Ministério de Louvor Diante do Trono. Lá o Senhor falou com ela que me levantaria como mestre na Escola do Shofar Brit. Então, começamos a orar nesse sentido. Logo após, houve o evento Abrace BH, sob a coordenação do Pr. Cornélio Augusto. Ele me convocou para coordenar os tocadores de shofar no evento. Assim, fui chamado por muitos outros líderes para ministrar com o shofar. Conversamos sobre o nosso chamado com o Pr. Ronaldo Faria, do Ministério Rhema da Lagoinha, e ele se prontificou a nos ajudar e ser nosso pastor pessoal. Daí então, teve início a Escola do Shofar Brit, já ministrando o 11º curso.

"Minha consagração, em 2009, foi a confirmação do que Deus tem feito na minha vida. Ele tem me dado uma visão de multidões adorando ao Senhor e tocando shofar nos últimos tempos. Temos visto o mover de Deus na Lagoinha. Agradeço primeiramente ao Senhor, porque tem nos sustentado nesse Ministério. O louvo por minha esposa Cláudia Márcia e pelas minhas filhas que têm me apoiado e têm sido compreensivas para que eu realize a obra de Deus. Agradeço ao Pr. Márcio Valadão, que tem nos dado um exemplo de pastoreio, mestre e pai de uma família maravilhosa. Também agradeço ao Pr. Ronaldo Faria, que tem sido um pa(i)stor para mim e minha família, acreditando no meu chamado e estado sempre ao nosso lado. Agradeço, por último, a toda a Igreja da Lagoinha, que tem sido para mim e minha família uma escola. Que o Eterno Deus abençoe a cada membro da IBL, que levante o rosto sobre cada um de vós e lhes dirija a shalom, em nome de Jesus. Amém!".

Por: Pr. Antônio Carlos Alberto Fereira

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