Mãe de Cristiano Ronaldo pensou em aborto, mas desistiu: "Foi o filho que Deus me deu"

Maria Dolores Alveiro conta que hoje se orgulha e se alegra em ter desistido do aborto e quer incentivar todas as mulheres grávidas a não abortarem.

fonte: Guiame, com informações da UOL

Atualizado: Terça-feira, 22 Maio de 2018 as 12:28

Quem vê o craque Cristiano Ronaldo fazendo gols até mesmo de bicicleta pelo Real Madrid nem imagina que sua em algum momento da história, houve a possibilidade do craque ser morto ainda na barriga de sua mãe.

É com lágrimas nos olhos, mas muito alegria no coração, que a mãe do jogador, Maria Dolores dos Santos Aveiro - hoje com 63 anos - conta que desistiu de abortar o filho e hoje se empenha em mostrar às mães que se sentem desamparadas, que há outras opções melhores que o aborto em muitos casos.

Maria está em São Paulo nesta terça-feira (22) para lançar sua biografia, com o livro "Mãe Coragem".

Órfã de mãe ao seis anos, Maria foi abandonada pelo pai logo em seguida e acabou sendo criada em um orfanato de sistema rigoroso.

Quando adulta, acabou se casando com José Dinis Alveiro, teve três filhos e viu seu marido ser chamado às pressas para uma guerra na Angola. Quando ele voltou, havia se transformado em outro homem, entregue ao alcoolismo e muito violento.

Aos 29 anos, soube que estava grávida do quarto filho e pensou em abortar, pois acreditava que não suportaria criar mais uma criança em meio àquela crise no casamento. Mas o médico a aconselhou a não fazê-lo, pois ela era muito jovem e precisava pensar melhor antes de tomar uma decisão precipitada.

"Naquela altura eu tinha três filhos e muitas dificuldades. Dos 29 para os 30 anos fiquei grávida pela quarta vez e é claro que fiquei muito aflita, então resolvi abortar. Esse filho é o Ronaldo. Tomei muitos chás, mas não consegui. Então resolvi ir ao médico para abortar. O médico olhou para mim e disse: 'Não, você é muito nova. Esse filho que você tem aí vai te dar muita alegria", contou Maria.

"Fui para casa toda triste. Nunca pensei que [aquele bebê] viesse a ser a pessoa que se tornou hoje. Claro que me convenci de que aquele erao filho que Deus me deu e eu tinha que recebê-lo", acrescentou.

Ela afirma que hoje quer fazer do seu testemunho uma ferramenta de incentivo às mães para entenderem que há outras opções além do aborto.

"Agora quero transmitir a todas as mulheres que ficarem grávidas, com dificuldades como eu passei, para lutarem, não cruzarem os braços, porque a gente nunca sabe a alegria que aquele filho vai nos dar", destacou.

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