''A gente precisa cantar mais para um público não-evangélico'', afirma Izabeh

''A gente precisa cantar mais para um público não-evangélico'', afirma Izabeh

Atualizado: Quarta-feira, 4 Fevereiro de 2009 as 12

Por João Neto 

Eventos de música gospel - evangelísticos ou não - têm atraído cada vez mais cristãos, que aceitam permanecer horas em uma fila, pagar ingressos de preços variados ou até mesmo se amontoar diante de um palco para assistirem às apresentações de seus cantores favoritos. Programas de televisão também convidam artistas como Aline Barros, Fernanda Brum, Ana Paula Valadão e gurpos como Trazendo a Arca para participar de muitas de suas edições, com posição de destaque. Tal cenário tem provado a força que a música evangélica ganhou nos últimos anos, não somente em público, mas também em qualidade de produção e técnica.

Em entrevista exclusiva ao Guia-me , os cantores Izabeh e Ton Carfi falaram sobre esse avanço da música gospel e também sobre a necessidade de usar isso em favor de um evangelismo mais efetivo. Gravadoras seculares contratando cantores evangélicos e uma necessidade de apresentar para mais pessoas de fora da igreja foram pontos tocados pelos dois artistas.

Sair das quatro paredes

Reconciliado com Deus, Izabeh nasceu em um lar evangélico e se afastou por 20 anos. Durante este tempo, o cantor se apresentou em bares e casas noturnas da cidade de São Paulo e, segundo ele, as vozes do meio gospel encantam àqueles que freqüentam esses lugares. ''Eu me lembro que um dia, quando eu ainda cantava em um bar daqui de São Paulo, convidei uns conhecidos da igreja para darem uma 'canja' naquela noite e as pessoas perguntavam: 'quem é esse povo que está cantando?' e eu disse que eram da igreja. Todos ficaram impressionados, dizendo que nunca tinha visto aquilo'', conta e ainda completa que os que cantaram naquela noite, não imaginavam que tinham tanto talento.

Izabeh também confirma que a música gospel deu um salto significativo e o mundo todo tem se dado conta disso. O cantor cita este momento como uma chance de apresentar o evangelho em um formato de qualidade. ''Agora, a gente tem que começar a vincular essa intersecção. Cantar mais em lugares que não seja para um público evangélico. As pessoas amam ouvir as músicas que temos. Quando eu vou cantar em igrejas, eu falo para os irmãos: 'dê um CD evangélico a quem ainda não conhece o Senhor', porque tem gente que ainda não conhece. Eu já vi pessoas que foram totalmente tocadas e convertidas dessa forma''.

Visibilidade

O cantor Ton Carfi também falou sobre o que ele tem visto de crescimento na música gospel e concordou que os artistas evangélicos estão realmente conquistando cada vez mais o seu espaço, não só entre os cristãos, mas também na mídia secular. ''As gravadoras seculares estão vendo esse crescimento do gospel e estão começando a contratar cantores evangélicos. E estão percebendo que esse movimento da música gospel está crescendo muito''. O cantor de Black Music também lembrou de casos recentes, de músicos evangélicos que são apoiados por conhecidas marcas de instrumentos musicais, como é o caso do roqueiro PG, que firmou um contrato com a grife de guitarras "Epiphone"'.  

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