Andréia Sorvetão: "Agora não sou mais eu quem vive"

Andréia Sorvetão: "Agora não sou mais eu quem vive"

Atualizado: Terça-feira, 22 Fevereiro de 2011 as 4:18

Tomamos um café bem divertido com Andréia Sorvetão e pudemos ouvir atentamente um pouquinho da sua história e de como Deus a reescreveu desde o dia em que ela o aceitou em seu coração. Da menina que prematuramente fez tanto sucesso, para a mulher, mãe e esposa de hoje, ficou a essência expressa no sorriso, o cuidado de Deus e o resto... O resto é novidade de vida após conhecer Jesus. Tome esse café conosco e conheça essa história. Aceita uma xícara?

Um café?

Aos seis anos de idade, a já comunicativa e extrovertida, Andréia Faria deu seus primeiros passos na carreira artística. De uma forma realmente surpreendente, natural e diferente, todos os trabalhos de Andréia nos comerciais de TV, desfiles e fotogra fias para grandes marcas de produtos e serviços, colocaram o rosto da menina no alvo da pequena “mídia” da época. Pouco tempo depois, aos doze anos de idade, ela já estrelava junto à outras meninas da mesma faixa etária ao lado de Xuxa Meneghel em seu programa. Esse sucesso tão precoce, apesar do seu talento inquestionável, justi fica-se pela Palavra do Senhor onde está escrito no livro de Jó, capítulo 31, versículo 15: “Aquele que me formou no ventre não o fez também a ele? Ou não nos formou do mesmo modo na madre?” Assim, mesmo com o passar do tempo, o sucesso e o reconhecimento como ‘paquita’, que ainda lhe rendeu o apelido de Andréia Sorvetão, seu carisma e trabalho marcaram toda uma geração.

Além da carreira profissional, marcada por um crescimento intenso e rápido, Andréia se casou com Conrado, cantor, de quem fala sempre com o mesmo tom amoroso e grato. Após várias atuações “globais”, de muitas histórias alegres e tristes, inclusive, algumas decepções; mudanças radicais colocaram sua vida na seção das ‘coisas que quase acontecem ou quase dão certo’. Já com uma filha, vendo várias portas se fecharem de forma vertiginosa em sua carreira e do esposo, experimentou do deserto e de toda forma de expressão da sequidão a que o mesmo se refere. Tristeza, desânimo, desconsolo, dificuldades financeiras, dúvidas e incertezas a levaram a caminhos que o tempo da ignorância podem levar a todos quando estão distantes de Cristo.

Com açúcar ou adoçante?

Mas como o Senhor não desiste de nós, e justamente nas lutas, nos momentos que estamos como vasos quebrados em suas mãos que a sua graça se manifesta de maneira ainda mais intensa e sobrenatural, que, para honra e glória de Deus, muitas pessoas foram instrumentos, verdadeiros canais para levá-la até Ele. Sua primeira experiência em uma igreja cristã remonta aos quadros comuns que estamos acostumados a ver quando alguém experimenta pela primeira vez o mover do Senhor em comunhão com a Igreja. Depois desse primeiro encontro com Jesus, muitos encontros foram estabelecidos pelo próprio Deus entre amigos e familiares cristãos que pregaram a Palavra para ela. Sua segunda experiência em um templo cristão foi definitiva e irrevogável. Ali, naquele dia, ela e seu esposo declararam seu amor a Deus e estabeleceram uma aliança com Ele, reconhecendo-o como Senhor de suas vidas. Depois desse dia, Deus transformou sua vida, sua casa, e como Andréia mesmo diz: “Eu entendi que Ele está à frente de todas as coisas, eu oro e se for da vontade dele tudo acontece, se não for eu continuo sorrindo, cumprindo os propósitos dele. Muitas pessoas conhecem Jesus, mas poucas vivem Jesus”.

Aceita mais uma xícara?

De lá para cá, ela e sua família, atualmente ainda maior com mais uma menina, dedicam-se ao ministério infantil. A arte, o talento, a música, a dança, a espontaneidade e alegria que marcaram a essência da ‘ex-paquita’, foram intensi ficados pela presença do Senhor. E, hoje, ela é um instrumento para ministrar a Palavra aos pequeninos por meio da arte. Assim, ela explica que está “feliz por ser um regador de Deus, podendo regar as sementes que são as crianças e que nas mãos do bom Agricultor se transformarão em grandes árvores que vão  florescer e dar frutos”. Aos pais, alguns companheiros de geração, expressa sua gratidão pela credibilidade e carinho. E, ainda encerra, dizendo: “Tenho a convicção de que eu tenho um chamado e agora não sou mais eu quem vive!”

Por Thalita Daher

veja também