Contrabaixo: 4, 5 ou 6 cordas?

Contrabaixo: 4, 5 ou 6 cordas?

Atualizado: Sexta-feira, 1 Abril de 2011 as 2:54

Essa é outra questão interessante para se debater, as respostas serão variadas, de acordo com o gosto ou a necessidade de trabalho de cada baixista.

Uns dizem 4 cordas é melhor para slap, o 6 cordas melhor pra quem usa acordes e o 5 cordas o ideal...

Mais uma vez, o que falarei a seguir é opinião pessoal. Compartilho com meus amigos dos graves, um assunto a se pensar, ajudando vocês a formar opiniões, seja concordando ou discordando de alguma coisa.  

4 cordas...

Quem é acostumado com esse, quando pega um 5c ou 6c pra tocar, já vai metendo uns slaps, que saem tudo embolado, reclamando que são horríveis pra essa técnica, já que o espaçamento entre as cordas é menor. É tudo uma questão de prática, quem aí não conhece o Adan Nitti ou Alain Caron? É slap num 6c.

5 cordas...

Já ouvi muito que esse é o baixo ideal por causa do “sizão”, ouvi isso também de guitarristas.

Depende do trabalho que se vai pegar, se for como “freelancer”, esse seria o “ideal”, pois suprirá em todos os estilos, mas continua-se dependendo do gosto de cada um. Alguns baixistas, mais conservadores do 4c, preferem um baixo com afinação B-E-A-D, ou afinações alternativas, como afinar o E em D ou até numa afinação mais baixa.

6 cordas...

Esse é o melhor pra se fazer acordes? É o melhor para solar? Perguntas difíceis...

Eu discordo. Concordo com o fato de ser mais fácil de se fazer acordes, devido a corda C e o espaço entre as cordas ser bem menor. Há a possibilidade se utilizar de acordes cheio de dissonantes (7M, 9, #11, b13 etc), e num 4c pode isso? Perfeitamente, o único detalhe é o cuidado pra não encher de notas graves, senão embola o som. O interessante de utilizar esses tipos de acordes num 4c, é que o baixista tem que sacar de teoria, para saber quais notas são características de cada acorde, podendo assim anular algumas, para não embolar, ou utilizar a técnica de tapping, podendo fazer um acorde com 4 notas, explorando as regiões grave e aguda ao mesmo tempo.

A música não tem regras para quantidade de cordas. Sendo o resultado final agradável aos ouvidos de quem ouve, e mexendo com o sentimento do próximo, pode ser um baixo de 1 corda ou 20 cordas. Independente de estilos, sempre tocaremos para “Ela”, a “MÚSICA”, o ser maior da nossa arte.

Até a próxima!

Muita música na “véia”...rs

Por Davi Motta

veja também