Diretor da Sony analisa gestão das gravadoras evangélicas e seculares

Diretor da Sony analisa gestão das gravadoras evangélicas e seculares

Atualizado: Quarta-feira, 2 Junho de 2010 as 4:08

Com passagens por gravadoras como MK Music, Line Records e Graça Music, Maurício Sores, atual diretor executivo da Sony Music, comparou, em artigo publicado no Observatório Cristão, a gestão das empresas fonográficas evangélicas com a multinacional.

"As gravadoras evangélicas não trabalham em conjunto e consequentemente assim apenas diminuem as chances de um mercado forte!", disse Soares que analisou as diferentes linhas de atuação das empresas, "passando do relacionamento umbilical às denominações de onde surgiram e assim sendo dirigidas por pastores indicados pela matriz ou ainda, por gestões familiares, de artistas e por fim, por empresários e empreendedores".

Ao contrário do que tem vivenciado, Marício Soares lamentou o isolamento das gravadoras de música gospel, que foi exemplificado com a experiência frustrante que teve ao tentar criar uma espécie associação entre as empresas. "O movimento extinguiu-se por absoluta falta de vontade dos pares em dar o primeiro passo no sentido da aproximação e da conversa", relembrou.

"Se entre as gravadoras evangélicas há um absoluto distanciamento e mudez, já entre as gravadoras seculares, esta troca é constante chegando ao ponto de informarem à ABPD - entidade que reúne as principais majors do mercado fonográfico nacional - dados de vendas, lançamentos e todo tipo de informação estatística importante para a definição da realidade do setor", explicou.

O diretor também relatou a forma que os dois ramos - secular e gospel - têm ao lidar com os contratos dos artistas.

"A concorrência entre os pares é luta encarniçada de inimigos e opositores ferrenhos! Pior ainda quando determinada gravadora mantém em sua corporação veículos de mídia. É notória a política de 'farinha pouca meu CD primeiro' administrada por algumas empresas que detêm o monopólio de algumas FMs pelo país", afirmou Soares sobre a forma de trabalho das gravadores evangélicas.

"Uma relação neurótica, possessiva e como não dizer (sem medo de provocar um choque nos mais puritanos!) opressora e até mesmo chantagista! São palavras fortes? Sim, são! Mas como podemos classificar gravadoras evangélicas que no calor das 'negociações' de convencimento a um artista para permanecer em seu cast afirma para o artista acuado a seguinte pérola da diplomacia stanilista: 'Se você não renovar o contrato conosco, nunca mais irá tocar suas músicas em nossas rádios, muito menos você irá cantar em nossas igrejas, em nossos eventos ou seja lá onde for!'", continuou.

Em relação a sua experiência numa gravadora secular, Soares destacou: "As empresas são concorrentes e não inimigas mortais!".

"Quando um artista quer mudar de gravadora ainda durante o contrato em vigor, diversas opções são apresentadas na mesa de negociação, sendo que a mais comum é o pagamento simples de multa ou mesmo um acordo de pagamento de royalties no próximo trabalho a ser lançado pelo artista diretamente para a gravadora anterior. Assim, a gravadora atual fica satisfeita com o novo contratado. O artista se sente estimulado a fazer um belo trabalho numa nova gravadora e aquela última, que teoricamente perderia o passe do artista, ainda receberá uma renda extra decorrente da negociação", detalhou.

Postado por: Felipe Pinheiro

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