Giovani Santos fala sobre sua conversão e carreira

Giovani Santos fala sobre sua conversão e carreira

Atualizado: Quinta-feira, 24 Junho de 2010 as 8:40

Com o timbre de voz fina e sempre sorridente, o cantor, compositor e tecladista Giovani Santos, de 35 anos, fala sobre sua conversão, o interesse pela música, a trajetória como tecladista da IURD e sua família. Ele compartilha os desafios vividos  e  as  vitórias alcançadas com seu novo trabalho o CD "Honra e Prazer".

Como você conheceu o Senhor Jesus?

Cheguei à Igreja aos 9 anos de idade. Minha mãe sofria muito com problemas dentro de casa, por causa de brigas com meu pai, que, como músico, sempre levou a vida dele em salão de bailes. Na ocasião, ela buscou ajuda na Igreja e me levou junto. Lá, conheci um obreiro, que hoje é pastor, que sempre me orientava a respeito da fé. Dizia que eu tinha que me converter, e eu não sabia o que era isso. Era pequeno ainda. Ele me deu uma Bíblia, foi me ensinando e ali eu fui desenvolvendo, crescendo espiritualmente. Aos 10 anos já era obreiro da Igreja, contrariando demais o meu pai, já que o sonho dele era que eu fosse um músico, tal como ele, que eu tocasse em salão de bailes, do estilo dele, mas eu escolhi a Igreja e lá fiquei. Conheci a Deus e cresci na presença dEle. Aos 15 anos já estava fazendo a obra do Senhor.

Como surgiu o interesse pela música?

Um dia, com 16 anos, fui à IURD do Brás e lá vi um rapaz tocando teclado, o que despertou meu interesse. Na ocasião, havia ganhado do pastor da minha Igreja um violão, e o bispo Marcelo Brayner, que na ocasião estava em São Paulo, me ensinou umas notas nele. Ali eu comecei a me aperfeiçoar e, aos poucos, fui tomando gosto pela música, porém, não por tocar violão, mas sim pelo teclado.

É verdade que aprendeu a tocar teclado sozinho?

Sim, é verdade. Eu nunca estudei teclado. É talento mesmo. Eu nunca entrei numa sala de aula de teclado, não sei nem como é. Muitas notas eu mal sei o nome. Às vezes eu começo a tocar e vai saindo algo bonito, mas eu não sei nem o que estou fazendo. Chego a chorar, porque eu não acredito que está saindo aquilo, de tão bonito que ficou. É mesmo um talento que Deus me concedeu.

Quais as dificuldades que encontrou para aprender a tocar teclado sozinho?

Por incrível que pareça não foi muito difícil, pelo fato de eu já saber as notas no violão. Eu tirava e jogava para o teclado, mas exigiu dedicação, compromisso, força de vontade e muito treino. Como eu toquei durante muito tempo sozinho na Igreja, me dedicava quase que integralmente ao teclado. Acredito que esse foi o meu maior aprendizado, sem contar meu gosto por música instrumental, que eu ouço muito, gosto demais. Até hoje eu treino muito. Eu ligo o teclado e fico acompanhando um CD que coloco para tocar. É muito gostoso.

Durante anos você foi tecladista na Igreja Universal. O que você tem a falar desse período?

Foi um período maravilhoso, de aprendizado, de lutas, mas de grandes vitórias. A Igreja Universal é a minha mãe. Imagine uma criança que chegou aos 9 anos de idade e aos 10 foi levantada a obreiro; imagine todo esse tempo? Assim foi a minha vida, e hoje, aos 35 anos, continuo nela, não mais como tecladista, mas eu amo a Igreja Universal demais, ela é mais do que uma mãe pra mim. Cuidou da minha vida física, material e, principalmente, espiritual. Só tenho a agradecer pela existência dessa porta aberta.

O que o motivou a partir para a carreira solo?

A Bíblia diz que cada um permaneça na vocação em que foi chamado, e minha vocação é tocar, cantar. Eu sentia no meu coração que Deus queria me usar dessa forma, mas eu não planejei nada. Eu vi que o que Deus desenvolveu na minha vida foi o louvor, e um dia li sobre isso na Bíblia. Ali eu tive a certeza no meu coração de que deveria seguir neste caminho. Eu pensei: “Vou permanecer na vocação que Ele me deu, só que tenho que sair, ir para a rua, não importando a quantidade de gente, até porque se eu pensasse nisso, não sairia, mas decidi me dedicar. E deu certo.

Quais os desafios enfrentados nessa nova etapa de sua vida?

Foram muitos, mas desde que decidi sair pra me dedicar a esse ministério, uma das maiores dificuldades que enfrentei foi me apresentar em outras igrejas, já que estava acostumado somente ali, na Igreja Universal, tocando e cantando todos os dias. Por outro lado, apesar de, na época, ninguém me conhecer, quando eu abria a boca e começava a cantar, logo as pessoas reconheciam minha voz, porque elas assistem às programações da IURD na tevê, ouvem a rádio, e eu estava ali, diariamente, quando era tecladista da IURD. Mas são desafios que fazem parte da nossa vida. Eu tenho aprendido muito e tenho sido muito bem recebido por essas denominações. Quando tomamos atitudes baseadas na fé, de uma forma ou de outra, dá certo.

Você é casado há bastante tempo e tem um filho. Qual a importância da família para sua vida profissional?

Se não fosse a minha esposa, Patrícia, me apoiar, não sei se estaria aqui ainda. Porque tudo o que eu já decidi foi em concordância com ela. Na época em que decidi casar com ela, foi um momento difícil pra gente, e ela teve que ser firme nesse propósito. Quando decidi sair para me dedicar ao ministério tive o total apoio da Patrícia. Ela sempre disse que estaria ao meu lado em qualquer decisão. E isso é muito importante, porque se tenho uma esposa que não concorda com o que faço, não vai dar certo. A verdade é que se eu não tivesse a família que tenho hoje, acho que não chegaria até aqui.

Além de cantar e tocar, você também compõe a maioria de suas músicas. Como é esse processo de composição e onde você encontra inspiração?

Componho imaginando uma pessoa entrando pela primeira vez na presença de Deus; outras eu imagino buscando o Espírito Santo; ou me coloco no lugar daquela pessoa que saiu da presença de Deus, mas está voltando; às vezes, no lugar daquela que está sofrendo demais. Enfim, é assim que eu sempre componho, procuro me colocar no lugar de um sofredor ou de um adorador para escrever uma canção. E, claro, a minha inspiração vem de Deus, não tenha dúvida.

Você tem três CDs gravados, sendo dois pela Line Records, e algumas coletâneas. A música "Honra e Prazer" - que também é título do seu mais recente trabalho, lançado há pouco mais de 2 meses -  está entre as mais tocadas na Rede Aleluia, seguida de outras canções do mesmo CD. Como você avalia esse reconhecimento?

Colhendo o que de bom eu plantei nesses anos todos. Vejo Deus honrando os propósitos do meu coração e abençoando o trabalho das minhas mãos.

Quais são seus planos para o futuro?

Continuar fazendo exatamente aquilo que faço hoje: louvar o meu Deus, através das minhas canções e composições. Estou feliz e realizado porque faço exatamente o que amo. Hoje, vivo muito bem com meu pai, ele é um grande amigo meu, tenho uma família maravilhosa e só tenho a agradecer a Deus pelas bênçãos que Ele tem derramado sobre a minha vida.

Por: Cinthia Meibach

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