Helton: sem as luvas do Porto, ele canta para Jesus

Helton: sem as luvas do Porto, ele canta para Jesus

Atualizado: Terça-feira, 28 Abril de 2009 as 12

Se destacando na vitória por 2 a 0 do Porto sobre o Vitória de Setúbal no último final de semana, o goleiro brasileiro Helton - ex-Vasco - aproveitou a folga dada pela comissão técnica nesta segunda-feira, gravando com o coral da Igreja do Espinho.

Fã de música, Helton administra um estúdio no subsolo de sua casa no bairro de Vila Nova de Gaia, na Cidade do Porto, no qual grava e produz grupos de música gospel, além de bandas de pagode brasileiras. O jogador está ansioso pela conquista do tetracampeonato português. Faltando quatro rodadas para o término do torneio, o Porto soma 60 pontos, quatro à frente do vice-líder Sporting.

Histórico

Antes de iniciar a carreira profissional pelo Vasco da Gama Helton tentou ingressar nas divisões de base de outros clubes como Fluminense e Flamengo, curiosamente rivais do seu primeiro clube. Apesar de passar nos testes para ingressar nesses clubes, isto acabou por não se concretizar pois dificuldades financeiras para participar dos treinos e após um acidente em que caiu do alto de uma árvore teve de ficar um ano parado para se recuperar de um coágulo na cabeça, o que impediu-o de iniciar os treinos na escola do Fluminense. 

Depois desse período Helton tentou mais uma vez ingressar nas divisões de base de um clube, agora no São Cristóvão, mesmo clube onde Ronaldo deu marcou seus primeiros gols ainda na categoria infantil. Quando o São Cristovão atuou contra o Vasco da Gama pela categoria juvenil ele se destacou, sendo no fim do jogo aconselhado a fazer um teste no próprio Vasco da Gama. Na ocasião, com quinze anos, Helton participou em mais um teste, passando com louvor, e ingressou na categoria juvenil do Vasco da Gama onde seguiu até chegar à equipe profissional em 2000.

A sua promoção à equipe profissional aconteceu num momento complicado para o Vasco da Gama que por problemas contratuais ficou sem o seu goleiro titular Carlos Germano algumas semanas antes de iniciar a sua participação no primeiro Mundial de Clubes organizado pela FIFA. A comissão técnica vascaína deu um voto de confiança no jovem goleiro, que Helton foi então convocado para assumir a titularidade. Após alguns amistosos que marcaram o seu início como titular da equipe, Helton afirmou-se como uma opção segura para a disputa do Mundial de Clubes onde iria defrontar equipes como Manchester United e Corinthians.

Após dois anos atuando pelo Vasco da Gama com boas apresentações que lhe rendeu a convocação para a disputa das Olimpíadas de 2000 pela Seleção Brasileira de Futebol, Helton deixou o Vasco da Gama pelos mesmos motivos do seu antecessor, problemas contratuais. Não demorou muito para ele receber propostas de outros clubes brasileiros, mas Helton acabou por aceitar uma proposta de um clube português e em 2002 transferiu-se para União de Leiria.

Permanceu em Leiria por três temporadas até receber uma oferta do FC Porto que o fez mudar de cidade. Chegou em 2005 ao Porto e viu-se obrigado a discutir pelo estatuto de número 1 na baliza do clube com Vítor Baía, sendo desde da época de 2006 o guarda-redes titular.

Sua primeira convocação foi em 2000 para a disputa das Olimpíadas sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. A campanha brasileira foi desastrosa, não conseguindo nem a medalha de bronze. Helton, junto com outros jogadores, foi vítima de uma injustiça em que lhe atribuiu a culpa pela derrota da seleção. Isto fez com que ele ficasse afastado das convocações por seis anos. Até que em 2006, agora sob o comando de Dunga, teve uma nova oportunidade na seleção. Foi convocado para a Copa América 2007, o Brasil conquistou a competição, mas Helton esteve todos os jogos no banco.

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