Lideres cristãos são levados a repensar campanhas no Twitter

Lideres cristãos são levados a repensar campanhas no Twitter

Atualizado: Quarta-feira, 9 Março de 2011 as 10:21

Influentes líderes cristãos americanos foram solicitados a reconsiderar como alavancar sua voz usando ferramentas de mídia social para defender os crentes oprimidos em áreas diplomaticamente sensíveis.

A conversa privada e não oficial entre funcionários do governo dos EUA e líderes cristãos ocorreu coincidentemente no mesmo dia em que o ministro do Paquistão para Assuntos Minoritários, Shahbaz Bhatti, foi assassinado. Mas um participante da discussão informou ao Christian Post que a conversa foi planejado antes do trágico acontecimento.

"Todo mundo tem boas intenções, mas vamos garantir que as nossas intenções sejam as mais estratégicas e eficazes", disse um dos líderes cristãos, que pediu anonimato porque não estava autorizado a falar sobre o assunto.

"O poder das redes sociais é um recurso novo e tremendo de comunicação, mas em utilizá-lo temos compreender melhor o impacto potencial para o bem ou mal."

O que despertou a conversa de quarta-feira foi a maciça campanha no Twitter em Feveriero, sem precedentes, para salvar Said Musa, um afegão que estava à espera de execução pela a conversão ao cristianismo do Islã.

Denny Burk, diretor do Boyce College na Southern Baptist Theological Seminary, começou a campanha no Twitter quando twittou um apelo ao Presidente Obama "para persuadir o governo afegão a não executar o nosso irmão Said Musa."

Em seguida, o Twitter foi movimentado com retweets da mensagem de John Piper, "Sr. Presidente, fale com sabedoria e ousadia, em particular, se necessário, para Said Musa, preso em Cabul", bem como retweets de uma mensagem do artista cristão de Hip Hop Shai Linn pedindo orações para Musa.

Rick Warren, que a revista Forbes nomeou como uma das 20 maiores celebridades do Twitter, tinha tweetado "a mídia divulga ser campeã em liberdade de expressão, mas se eles realmente o fizessem, eles relatariam tais histórias diariamente", a seus 245.643 seguidores no Twitter.

Ele então ofereceu um link para um artigo da National Review Online, "America Quiet on the Execution of Afghan Christian Said Musa.”

Outras figuras cristãs proeminentess que se engajaram na campanha de advocacia no Twitter em nome de Said Musa são: Matt Chandler, David Platt, e Ed Stetzer, entre outros.

"Existem algumas situações de grande volatilidade no mundo - e o Afeganistão é uma delas - onde a grande atenção do público pode realmente ser prejudicial para garantir o resultado que queremos", explicou o líder cristão que foi envolvido na discussão.

"Então nós temos que, dentro da comunidade cristã, sermos mais sutis e informados e interagir uns com os outros antes de fazer declarações públicas e da campanha", disse ele, lembrando que isso inclui toda a comunicação pública e não apenas no Twitter.

Ele disse que os líderes cristãos precisam discutir como determinar quando a comunidade cristã deve ir a público com uma declaração, quando confiar em diplomacia silenciosa, e quando fazer as duas coisas.

"O que a comunidade cristã está sendo levada a fazer é pensar em novas formas e categorias de engajamento em torno da diplomacia", disse ele. "Podemos falar de coisas mais gerais em público, mas quando você começa a ser específico, é quando tem o potencial para ter um impacto negativo e por isso temos que fazer um trabalho mais cuidadoso sobre isso."

Ele acrescentou: "Estamos a lidar com extremistas e nós não queremos fortalecer as mãos dos extremistas. E se podemos obter os mesmos resultados sem fortalecer esses extremistas e trabalhar nos bastidores, então é muito melhor."

Said Musa foi solto há duas semanas, mas a notícia de sua liberdade só se tornou pública em 24 de fevereiro. A Embaixada dos EUA em Cabul estava envolvida na libertação de Musa.

Christian Post

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