Microfonando a Bateria

Microfonando a Bateria

Atualizado: Segunda-feira, 28 Março de 2011 as 4:26

Quero falar hoje sobre um tema muito polêmico na maioria das igrejas que adotam a bateria como mais um instrumento dentro de uma banda. A bateria é um instrumento de percussão, ou seja ela precisa ser batida para que produza um som, dependendo do tamanho do ambiente e da força com que ela é tocada pode-se produzir altos níveis de ruído.

Uma pergunta que sempre me fazem é se ela deve ser microfonada ou não. Como eu estava dizendo o ambiente onde se esta tocando, influi muito no volume de som que ela irá produzir, salas com pouco material de absorção como tapetes, carpetes, cortinas, forração de teto, etc, tendem a refletir ainda mais o som emitido pela percussão. Já faz algum tempo em muitas igrejas começou-se a adotar um recurso para impedir que o som da bateria se propague pelo ambiente, é o chamado aquário. Uma caixa de vidro é montada, e lá dentro fica o infeliz músico. Sim, digo infeliz porque ele fica como um peixinho isolado, sendo então necessário o envio de retorno e a conseqüente microfonação do instrumento.

Existem várias maneiras de se microfonar uma bateria, em forma de X, onde dois microfones são apontados, cruzando-se um sobre o outro. Em forma de Y, onde dois microfones são apontados um para esquerda outro para a direita mais ou menos a 45    (estes dois formatos servem somente para captação de forma geral da bateria, deixando de dar definição as peças do instrumento), ou então a forma clássica microfonando cada peça (existem kits de microfones específicos para a bateria). Eu particularmente, independente da forma, costumo nunca deixar de colocar um microfone no bumbo, independente de ser X, Y, ou mcrofonaçâo completa, pois considero o grave produzido por esta peça, muito importante para formação do espectro de áudio, dando peso e equilíbrio ao som geral do sistema.

Para àqueles que consideram essencial a participação do instrumento de percussão na banda e que não dispõe do músico ou de espaço, existe a opção de baterias eletrônicas programáveis ou não. A vantagem deste equipamento no nosso caso, consiste no maior controle que teremos sobre os níveis de áudio produzidos, porém a maioria dos músicos discorda desta posição.

Por Samuel Mattos - coordenador dos estúdios da RTM. Formado em Rádio e TV, atua na área de operação de áudio desde 1983. Tem cursos de aperfeiçoamento em Operação de PA, Estúdio, Software e já atuou como operador de diversas bandas do mercado gospel.

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