Música Digital: Será o fim dos CD's ?

Música Digital: Será o fim dos CD's ?

Atualizado: Terça-feira, 12 Dezembro de 2006 as 12

Música Digital: Será o fim dos discos ?

POR JOÃO NETO

Em 1994, a Franhoufer Society (ciência e engenharia alemã) lançou o primeiro software capaz de comprimir arquivos extraídos de um CD, sem perda de qualidade de som para um novo formato de áudio. Tendo seu desenvolvimento iniciado em 1991, esse formato chamado MPEG Audio Layer-3 tornou-se imensamente popular, graças a uma certa 'wolrd wide web'.   A internet já existia há décadas. No dia 6 de agosto de 1991 o engenheiro inglês Tim Benners Lee postou o resumo de sua idéia no fórum alt.hypertext, explicando que: 'O projeto world wyde web foi iniciado para que se permitisse que pesquisadores compartilhassem dados, notícias e documentos. Nós estamos muito interessados em espalhar essa teia (web) para outras áreas! Sejam bem-vindos os colaboradores!'.   A web tornou-se popular por dar essa possibilidade a qualquer um. Era possível criar um tour virtual para qualquer lugar. E, assim, a www começou a acelerar a colisão de informações díspares. A avalanche de dados que se acumulou fora de nichos criou expectativa e angústia catalisada por Radiohead em seu disco de rock definitivo. Três anos depois, ironicamente, a banda voltou para lançar um álbum que não precisava existir fisicamente. Kid A chegou às lojas do mundo todo em outubro de 2000, mas já era conhecido por seus fãs desde o início do ano, quando versões ao vivo se espalhavam pela rede.   Em junho de 2000, Kid A apareceu na internet. Inteiro. Era a primeira vez que um disco saía diretamente do estúdio para os ouvidos de fãs. A expectativaem relação ao disco fez com que a troca de MP3 se espalhasse de forma espantosa. O Napster contribuiu fortemente para essa rápida proliferação.   As gravadoras também estão começando a se adaptar a esse novo sistema. Um exemplo disso é a EMI, que abrirá a sua nova loja digital. A empresa fará uma parceria com a iMúsica. A proposta é que a loja online funcione como um showroom da gravadora e aproxime o selo, o artista e o consumidor. Ainda não pode-se dizer com certeza se essa estratégia iniciará a queda do CD.

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