Quiel Nascimento e os seus arranjos para Damares e Vanilda Bordieri

Quiel Nascimento e os seus arranjos para Damares e Vanilda Bordieri

Atualizado: Terça-feira, 10 Maio de 2011 as 9:38

Há mais de dez anos orquestrando e produzindo os maiores nomes da música gospel, com talento que atravessou as fronteiras nacionais, Quiel Nascimento, iniciou seus estudos musicais aos 7 anos de idade, tendo a maior parte de sua formação baseada na prática de música na igreja, quer seja em conjuntos vocais, corais, orquestras ou outras formações.

Parte dessa formação se deve também a influência musical trazida pelos pais que apesar de não serem músicos eram ouvintes constantes de música de qualidade, principalmente o pai Esaú. “Eu acordava ouvindo a rádio Cultura, a Scalla FM, ouvindo cantores evangélicos em discos de vinil, e até minha mãe cantando (risos)... Foi uma excelente influência e sempre prazerosa essa rotina”.

Para realizar os trabalhos de produção musical nos quais é requisitado, conta com a mais seleta equipe de músicos e equipe técnica de São Paulo, dentre eles, músicos das Orquestra. Sinfônica De Campinas, OSESP, OSUSP, OSMSP, OSSA e vários outros grupos no país e no exterior (Nashville, Indianapolis - USA), além de amigos que ao longo dos anos conheceu e consolidou forte amizade.

É casado com Rose Sousa do Nascimento e membro da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Nipo-Brasileira onde exerce seu ministério como músico.

Confira abaixo nossa entrevista exclusiva, onde Quiel fala sobre suas orquestrações nos cds da Damares, Vanilda Bordieri, Raiz Coral e Trazendo a Arca.

Supergospel - Maestro Quiel Nascimento, qual o seu setup atual?

Meu setup atual é: um Intel Core i7, 8Gb, um par monitores Truth 82031A, um sistema Pro Tools e o Finale 2011.

Supergospel - Você escreve e testa o arranjo de forma digital?

Eu uso o software Finale 2011 como editor de partituras. Já por costume, o teste é exatamente enquanto escrevo; ouço internamente. O som (midi) que o programa emite enquanto escrevo, não traz a exata essência do resultado final, por isso, geralmente o dispenso e procuro me apegar ao meu ouvido interno.

Supergospel - Qual o papel do arranjador de cordas e de sopro no processo de gravação?

É um papel fundamental quando se refere a estilo de músicas que requerem uma boa orquestração. Comparo o trabalho do orquestrador ao do profissional que dá o acabamento à uma mansão (risos).

Na maioria das vezes, pegamos a casa levantada e estruturada (base); a partir disso temos que, do rústico, refinar toda a beleza da construção, dando assim o acabamento (orquestra – cordas e sopros); Às vezes um telhado (orquestração mais leve) é tudo o que a casa (música) precisava e estamos lá pra definir.

Supergospel - Existe alguma história por trás da concepção de um arranjo? Existe algum conceito que você queira passar para o ouvinte?

Sim, sempre existe uma história. A concepção de um arranjo é sempre gerada dentro de algo maior. É o Espírito Santo quem concebe, não tenho dúvida disso. E junto a isso a experiência, não só profissional, mas experiências de vida mesmo, os sentimentos, as circunstâncias nas quais estamos vivendo na hora da criação de um arranjo ou orquestração.

O meu conceito é: se quero transmitir através de um arranjo, uma composição ou orquestração um sentimento tão intenso, bonito e primoroso que tenho dentro de mim, entrego-o a Deus já sabendo que é do Espírito Santo que vem toda a inspiração e peço que me direcione em cada nota escrita.

Supergospel - Precisou adquirir algum equipamento ou tecnologia extra para gravação do cd da Damares?

Já havia, anteriormente, me equipado e até feito um upgrade no equipamento adquirindo assim o meu setup atual mencionado nessa matéria.

Supergospel - Você tem algum arranjo favorito nessa gravação?

Por uma razão que descrevo na pergunta abaixo, a orquestração da música “Fim do Mundo”. Foi um bom casamento entre a base já estruturada pelo Maestro Melk e a orquestração que pude criar a seguir.

Supergospel - Qual foi a mais difícil de escrever? E qual foi a mais fácil?

Acho que não existiram tantas diferenças. Cada orquestração é apropriada à magnitude da música original. Existem orquestrações mais complexas e outras mais simples. Mas, considero a orquestração da música “Fim do Mundo” a mais complexa, pelo fato de ter que não somente trabalhar a orquestração como elemento da música, mas também criar um cenário musical conduzindo a canção a todo o contexto do tão esperado advento – o “Fim do Mundo”.

Supergospel - Você trabalhou com o maestro Melk Carvalhedo neste disco e no álbum da Vanilda Bordieri – “Assim sou eu” – lançado pela Aliança. Como foi/é trabalhar com ele?

Há dez anos trabalho também com o maestro e produtor Melk Carvalhedo, que ao longo desse tempo tem me dado a honra de partilhar do seu primoroso e respeitado trabalho. É uma relação muito interessante onde às vezes, mesmo a distância, por telefone, e-mail ou qualquer outro tipo de comunicação já temos uma linguagem pré-estabelecida que sempre deu certo.

Quando vou orquestrar algum de seus arranjos já consigo em poucas linhas entender qual foi a genial idéia do Maestro (rsrs). E quando estamos juntos, e discutindo algum caminho para o arranjo, o clima exala a fluidez da criação. Ele é um profissional o qual sempre admirei muito desde meus primeiros anos de vida, sendo hoje pra mim, uma grande satisfação poder participar do seu círculo de trabalho.

Supergospel - Já que citamos o trabalho da Vanilda, neste você dividiu os arranjos de cordas com maestro Ronaldo de Oliveira. Como é trabalhar com ele?

Ah, o Ronaldo, (risos). É excelente pessoa, excelente profissional, o qual também admiro pelo seu trabalho e pela simpatia e bom humor. Nas poucas sessões de gravação em que estivemos juntos, as risadas não cessavam. Pessoa íntegra e de respeito, por isso o admiro também. Grande arranjador e compositor.

Supergospel - Você também assinou os trabalhos do Raiz Coral e do Trazendo a Arca, ou seja, você criou arranjos para duas cantoras pentecostais, um grupo de Black music e um ministério de louvor congregacional. Existe alguma diferença ao criar para diferentes estilos ou no fim das contas, “é tudo música”?

Existem diferenças e é essa diversidade que nos traz a versatilidade e nos faz perceber quão ampla e infinita é a música. Foi uma experiência incrível produzir as orquestrações do Raiz Coral, tive momentos muito especiais em cada passo do trabalho de orquestração desse grupo tão especial.

Não foi diferente quanto ao Trazendo a Arca, orquestrando tão belos arranjos, com mensagens ímpares e tão necessárias aos dias de hoje. E sim, é tudo música, mas em música não se pensa como se existisse limites, música não tem fim, música eterniza sentimentos.

Supergospel - Pra terminar. Quais são os seus planos para 2011. O que já está pronto e o que esta sendo produzido?

Estou concluindo duas produções de música gospel, entre as várias orquestrações que escrevo todos os dias. Estou estudando, me dedicando à regência e composição e a formação de grupos orquestrais. E quero daqui mais um tempo, ainda indefinido, concluir um musical que já iniciei e estreá-lo em breve e levá-lo ao mundo assim como ordenou Jesus, “a toda criatura”.

Supergospel - Poderia deixar um recado pra galera do supergospel?

Um grande abraço que seja tão amplo que alcance a todos e o meu muito obrigado pelo apreço e pelo espaço concedido para que mais leitores possam conhecer um pouquinho mais de mim. Abraçooooo!!!

Contatos para produções musicais, arranjos e orquestrações:

Telefone – (11) 9781-0704

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twitter: @quielnascimento

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