"Sem a graça do Senhor, viver bem é impossível", afirma Cláudia Valente

"Sem a graça do Senhor, viver bem é impossível", afirma Cláudia Valente

Atualizado: Segunda-feira, 1 Novembro de 2010 as 5:29

Ela superou provações, como sérios problemas de saúde de sua primeira filha e a perda de sua segunda menina. Mas hoje a cantora Cláudia Valente testemunha que a graça de Deus a ajudou a se reerguer e mostrar a outras pessoas que, Com Deus o que parece humanamente impossível, pode se tornar realidade.

Carioca, Cláudia teve sua primeira filha ainda nova - com pouco mais de 20 anos. Ainda nos primeiros anos de vida, sua menina começou a apresentar sérios problemas de saúde. Deficiências nos dois pés e também um problema cardíaco foram apontados por exames médicos, que indicavam a necessidade de cirurgias. Mesmo desenganada pelos médicos, a mãe procurou resolver o problema da criança de todas as formas: na medicina e em inúmeras religiões - exceto o evangelho, pois segundo ela mesma conta, tinha preconceitos contra os evangélicos.

Mesmo com tanto preconceito, havia um amigo que insitia em lhe falar sobre Jesuse o fez durante anos. Daniel era lutador de Jiu Jitsu e treinava na mesma academia em que Cláudia malhava. Segundo a cantora, a insistência do lutador foi essencial para que um dia, ao perder uma de suas filhas, ela recoresse ao evangelho.

Em entrevista ao Guia-me, Cláudia Valente fala mais sobre o seu novo trabalho "Nascer de Novo", a superação de todas as provações pelas quais passou e o cuidado de Deus em sua vida. Confira, na íntegra:

Guia-me: Neste CD, todas as músicas são de composições suas. Como surgiu tanta inspiração para compor um disco completo?

Cláudia Valente: Eu falo que Deus me tornou adoradora no momento de maior dor da minha vida, que foi quando eu perdi a minha filha nos meus braços. Então eu, no meu quarto, buscando a Deus de todo o coração para sobreviver e cuidar de outra criança de três anos, lia a Bíblia, orava e comecei a louvar. Deus me restaurou, usando a rádio. Eu cantava louvores, sempre! Eu não tomava calmantes, eu ouvia louvores, pregações... eu não desligava o rádio. Quando eu estava louvando, no meu quarto, as músicas iam saindo involuntariamente da minha boca e, assim eu fiz 14 músicas em um mês. Foi algo sobrenatural. Aquilo ficou guardado no meu celular e, uma vez, no meu trabalho, eu encontrei o pastor da Bola de Neve do Rio de Janeiro. Ele estava com o Wagner Carvalho, um produtor musical - tudo foi encaixado por Deus - e me falou assim: "Cláudia, pega essas músicas suas que estão nesse celular e guarda no estúdio do Wagner, porque você pode perder esse celular". Eu falei: "Pastor, é muito longe, eu não conheço o lugar onde fica o estúdio" e ele respondeu: "Cláudia, amanhã eu passo aqui e te pego, pra você guardar as músicas lá". Foi muito bom, porque ele me levou no estúdio e guardamos todas as músicas. Na semana seguinte eu perdi o celular com todas as gravações, mas Deus providenciou que eu não perdesse essas gravações.

Guia-me: Você nunca tinha gravado um disco antes. Como você encontrou o "caminho das pedras" para produzir e lançar este trabalho?

Cláudia: Então, neste ano, eu tive o chamado de gravar este CD. Eu fui fazer um curso que era como um retiro - entrando na sexta e saindo em um domingo - sobre teologia e psicologia e conversei com o meu pastor, dizendo que sentia que Deus queria mais de mim, mas eu não sabia o quê. Ele me falou: "Claudinha, entra em oração que Deus vai te revelar". Eu comecei a orar e, na semana em que eu estava em oração, oWagner Carvalho, que não me via há muito tempo, me liga e diz: "Claudinha, e aí? Vamos colocar aquelas músicas para tocar?" - esse foi o primeiro sinal de Deus. No domingo, na mesma semana, uma amiga minha do Leblon me liga e diz que quer visitar a minha igreja. No final do culto, ela chegou para mim e falou: "Cláudia, Deus tocou no meu coração para te dar este CD" - no disco tinha uma pregação do pastor dela, com o tema "Restaura o adorador que há em mim". Aí eu entendi que o meu chamado era esse: gravar o CD. Até então, eu pensava em dar as músicas para alguém - por não ser cantora. Mas quando eu vi que isso era um chamado, mesmo, que eu tinha que obedecer, falei: "Senhor, tú queres que eu ande sobre o mar, eu vou andar, mas me envia as pessoas, porque eu não conheço nada, nem ninguém nesse meio". Deus foi enviando cada um ao seu momento certo. Eu trabalho com restaurante no Rio de Janeiro e, uma menina participoude um chá da ADHONEP, no meu restaurante e me disse: "Cláudia, Deus tocou no meu coração de te dar o telefone desse fotógrafo. Eu sei que você está gravando um CD". Como eu estava orando para Deus me enviar as pessoas, eu agarrei esse número de telefone com todas as minhas forças e pensei: "Esse é o cara. Eu vou lá falar com ele". Fui lá, mas antes de fazer as fotos eu pensei: "Senhor, como o Senhor quer que seja essa capa? Esse projeto é Seu e as músicas são Suas". Então eu sonhei com uma cachoeira linda, maravilhosa. Aí eu falei para ele que as fotos tinham que ser em uma cachoeira. O fotógrado foi o Sérgio Menezes - esse foi o último trabalho dele, antes de morrer. Ele me ligou e disse que precisava de um endereço de um site e de um email para colocar no encarte do CD. Eu nem sabia disso, mas disse para ele, que ia providenciar e depois ligava de volta. Logo depois me ligou um cliente do meu restaurante, dizendo que queria marcar uma reunião comigo e, nesse encontro, ele chegou com uma equipe, que tinha Gisele - que hoje é minha assessora e o Sandro, noivo dela, que já assessoravam o Régis Danese. Naquele momento mesmo eu fechei tudo com ela. Foi tudo mandado por Deus, na hora em que eu precisava. Nesse CD eu não fiz nada, praticamente. Não tem nada nele que eu possa falar: "Eu tive essa ideia", "Eu criei"... nada. Eu só orei e Deus foi enviando as pessoas.

Guia-me: O seu testemunho conta que nas provações que você passou, devido aos problemas de saúde das suas duas primeiras filhas, procurar uma igreja evangélica estava fora de cogitação (por preconceito), mas um amigo seu falou de Jesus para você e, após anos, você decidiu visitar a igreja dele. O Fato dele não ter "forçado a barra" pode ter feito você olhar de um jeito diferente para o evangelho?

Cláudia: Eu agradeço a Deus pela paciência que ele [amigo] teve comigo. Mas eu fui [para a igreja] porque é assim: quando a gente tem alguém que nos evangeliza, por mais difícil que nós sejamos, vai ter algum momento que a situação vai ficar muito feia e, a gente vai procurar esse amigo - foi o que aconteceu comigo. Mesmo com toda a minha dor, eu não fui por causa da primeira filha, eu fui por causa da minha segunda filha, que apresentou um problema nos pés e os médicos disseram que ela teria que operar para poder andar e eu me desesperei mais ainda. Então, nesse momento eu me lembrei de quem? Do meu amigo, que me evangelizava e liguei para ele. Eu falei: "Daniel, agora eu aceito ir para a tua igreja". Por isso eu falo sempre para pessoas não desistirem de quem parece difícil. Eu fui extremamente difícil. Imagine se ele tivesse desistido de mim.

Guia-me: E atualmente, quando você vai evangelizar, usa de alguma "estratégia" - além da música - parecida com a do seu amigo?

Cláudia: Eu uso todas as estratégias que Deus tem me dado e são muitas. Lá onde eu moro, evangelizo muita gente. O propósito de Deus não era curar a minha filha, era me restaurar, levando-a. Então todo ao meu redor se converteu. Muitos dos meus clientes já são convertidos, pessoas que conheceram a minha filha e viram o que eu passei. É um mover muito grande. Então todas as possibilidades de estratégia eu agarro para poder usa-la. Até mesmo no final desse CD eu coloquei um apelo para a pessoa aceitar a Jesus. Eu já pensei nisso: "eu vou evangelizar, testemunhar, mas a pessoa vai levar um CD, vai ouvir no carro e vai aceitar a Jesus". E eu sempre falo para os meus clientes, que apanhei muito na vida para aprender a fazer essa oração tão simples e peço para que eles façam essa oração, "pelo amor de Deus" (risos).

Guia-me: No teu testemunho você também conta que depois que perdeu a sua filha, naquele momento nasceu "uma nova Cláudia". Esse título do seu CD "Nascer de Novo", então tem a ver com essa fase da sua vida?

Cláudia: É justamente isso. Eu digo que "naquele momento, aquela mãe morreu e nasceu uma outra mãe, para honra e glória do Senhor Jesus". Deus levantou alí uma guerreira para testemunhar do poder e da graça dEle, porque humanamente falando, para uma mãe que perde um filho, é impossível viver bem... pode até sobreviver, mas não bem. Sem a graça do Senhor, viver bem é impossível. A pessoa fica amargurada e isso é normal. A gente não perde uma parte nossa,  é como se a gente perdesse tudo. Eu tenho sede de falar do meu testemunho para as pessoas e dizer: "Tá aqui! O site é o meu foco, o CD é consequência!". Se Deus cuidou de mim, o que era humanamente impossível, o que mais ele não vai poder fazer por mim?

Guia-me: Inclusive no teu site, há uma característica que atualmente é raro encontrar no meio musical: todas as músicas do CD estão disponíveis para serem ouvidas, não é?

Cláudia: Isso mesmo, porque este CD é do Senhor, somente dEle. É um trabalho evangelístico. Eu quero mais é que as pessoas escutem as músicas. Não importa que todas elas estejam disponíveis no site. Eu quero abençoar vidas e testemunhar o que Deus fez na minha vida. Quando Deus faz uma obra na tua vida, Ele faz para você falar para outras pessoas e não para se calar. Quanto mais você fala do que Deus faz na tua vida, mais Ele faz.

Para saber mais sobre Cláudia Valente, clique aqui .

Por João Neto - www.guiame.com.br

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