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48% da produção do agronegócio brasileiro são exportados para países em desenvolvimento

48% da produção do agronegócio brasileiro são exportados para países em desenvolvimento

Atualizado: Segunda-feira, 18 Agosto de 2008 as 12

A participação das nações em desenvolvimento nas compras dos produtos agropecuários nacionais subiram de 39,6% para 48,2%, no total do que é exportado pelo Brasil, entre 2001 e 2007. A China foi responsável por metade desse crescimento, passando de 3,7% para 8% do total das exportações brasileiras.

Mas, se, por um lado, os países desenvolvidos reduziram sua participação no universo das compras dos produtos agrícolas que o Brasil exporta, em contrapartida, aumentaram o volume de compras a uma taxa anual de 13,2%. Já os mercados em desenvolvimento intensificaram as importações de produtos do agronegócio brasileiro, em média, 20% ao ano.

Os dados fazem parte do estudo Intercâmbio Comercial do Agronegócio – Principais Mercados de Destino, lançado hoje pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O total das exportações do país no setor saltaram, de 2001 a 2007, de 23,9 bilhão de dólares para 58,4 bilhão de dólares. Em 2006, o Brasil teve participação de 6,9% no total exportado pelo agronegócio mundial, que foi 609,8 bilhão de dólares.

Segundo o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Célio Porto, cerca de 70% desse desempenho deve-se ao crescimento da produção, enquanto o restante foi gerado pelo aumento dos preços das commodities agrícolas.

Para ele, o Brasil tem grande potencial de crescimento no setor porque ainda tem poucas relações comerciais com grandes países consumidores, como Índia e Indonésia, que juntos, têm população de quase 1,5 bilhão de habitantes. Um dos destaques é a Rússia, que concentra 90% dos 3,7 bilhão de dólares em importações do Brasil em produtos do agronegócio. Irã e Venezuela também se sobressaíram nos últimos anos, com crescimentos anuais próximos a 30%.

Porto disse que o ministério tem procurado facilitar as importações de fertilizantes, um dos principais vilões da crise dos alimentos, além de estimular as exportações em geral. O primeiro passo, segundo ele, foi o incentivo à formação de consórcios ou condomínios de compradores para baratear o custo do frete, já que, muitas vezes, precisa-se de um navio inteiro para trazer a carga.

Um outro ponto são as missões ao exterior para tratar do assunto. Segundo o secretário, além dos países já visitados, deve-se criar uma missão de técnicos e empresários para ir ao norte da África, “onde haveria grandes produtores dos três fertilizantes: fósforo, potássio e nitrogenados.”  

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