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Agropecuária retoma patamar anterior ao da crise financeira, diz CNA

Agropecuária retoma patamar anterior ao da crise financeira, diz CNA

Atualizado: Quarta-feira, 15 Dezembro de 2010 as 3:37

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou nesta quarta-feira (15) que o setor agropecuário retormou, neste ano, os níveis de atividade registrados antes da crise financeira internacional - que impactou a economia brasileira mais fortemente entre setembro de 2008 e meados do ano passado.

Essa melhora se deve, de acordo com a entidade, à elevação dos preços internacionais dos produtos agrícolas, principalmente no segundo semestre deste ano. As projeções da CNA são de que o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola deverá avançar entre 7%, para cerca de R$ 792 bilhões, mas podendo crescer até 7,8% neste ano.

Ano de 2011

Para 2011, a Confederação informou que as previsões poderão ser feitas somente em março do ano que vem, quando o tamanho da safra 2010 e 2011 puder ser melhor dimensionado.

No fim do primeiro trimestre do ano que vem, informou a entidade, também será possível avaliar as perspectivas para os preços das commodities [produtos agrícolas]. Para o próximo ano, acrescentou, as estimativas são de manutenção das taxas de crescimento observadas no segundo semestre de 2010.

"Apesar da pequena redução esperada para a produção de grãos, os preços tendem a se manter em patamares superiores aos praticados neste ano", afirmou a senadora Katia Abreu, presidente da CNA.

Vendas externas

Segundo a entidade, a demanda externa pelos produtos agropecuários brasileiros deve ajudar no desempenho do setor em 2011. A previsão é de que as vendas externas alcancem US$ 77,8 bilhões no próximo ano, contra US$ 76,7 bilhões em 2010. Somente para o complexo soja, a estimativa da CNA é de que os embarques atinjam US$ 19 bilhões, com a China, principal comprador do produto, comprando sete milhões de tonenadas a mais no ano que vem.

Preocupações

Apesar do cenário relativamente positivo previsto para 2011, a presidente da CNA avaliou que o dólar desvalorizado preocupa, pois esse fator baixa os preços dos produtos brasileiros na comparação com outros países - apesar do crescimento dos preços das commodities no mercado internacional.

"A artificialidade da moeda chinesa tem arrasado a todos. Os Estados Unidos jamais deixarão de emitir moeda. Portanto, a China que deveria redirecionar sua economia e faria isso por conta do mercado interno que tem e da grande poupança interna. Mas a China não se dispõe. Está se dizendo disposta [a valorizar sua moeda] de forma muito vagarosa", disse Katia Abreu.

Outra preocupação da CNA diz respeito à mão de obra no campo. Segundo a senadora, há preocupação com um "apagão" da mão de obra do setor agrícola. "Formamos um milhão de pessoas por ano, mas não chega nem perto do necessário.

Queremos medir a qualidade atual da mão de obra", disse ela, informando que será feito um estudo sobre o assunto.    

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