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Alemanha e França impulsionam PIB da zona do euro

Alemanha e França impulsionam PIB da zona do euro

Atualizado: Sexta-feira, 13 Maio de 2011 as 11:57

CZEWSKI E BRIAN ROHAN - Fortes performances das economias da Alemanha e da França impulsionaram o crescimento da zona do euro para acima do esperado por analistas no primeiro trimestre. Os números enfatizaram também a diferença entre o desempenho dos países do bloco.

O Produto Interno Bruto (PIB) da região com 17 países cresceu 0,8% no primeiro trimestre sobre o quarto trimestre de 2010, informou a agência de estatísticas Eurostat nesta sexta-feira, impulsionado por uma alta de 1,5% da economia alemão e de 1% da francesa. Economistas previam para a zona do euro um avanço de 0,6%.

Alemanha e França são responsáveis por quase metade do PIB do bloco. Ambos os países recuperaram-se após um desempenho bastante modesto no quarto trimestre, quando o clima frio abateu a produção.

"Há uma boa chance de o crescimento do PIB da zona do euro alcançar 2% em 2011 pela primeira vez desde 2007", disse Howard Archer, economista do IHS Global Insight.

Em um relatório separado, a Comissão Europeia previu que a zona do euro crescerá 1,6% neste ano, com inflação acima do teto do Banco Central Europeu (BCE), a 2,6%.

A Alemanha deve continuar sendo um dos motores. Assessor econômico do governo, Wolfgang Franz disse à TV alemã ARD que a economia do país pode se expandir 3% ou mais neste ano.

Os analistas são um pouco menos otimistas sobre a França, dizendo que o primeiro trimestre provavelmente foi o pico do crescimento, já que os cortes do governo terão seus impactos na economia.

"O recente salto dos preços do petróleo deve abater o poder de compra do consumidor, além de diminuir os lucros das empresas... Além disso, esperamos que o aperto fiscal mostre seu impacto", afirmou Joost Beaumont, economista do ABN-AMRO.

A Itália cresceu apenas 0,1% no primeiro trimestre, a mesma taxa dos três meses anteriores. O governo prevê uma expansão de 1,1% no ano.

A economia de Portugal retraiu 0,7%, colocando a economia de volta na recessão .

A Grécia teve expansão pela primeira vez desde o fim de 2009, de 0,8%, após contração de 2,8% no quarto trimestre.

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