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Alta da Inflação irá afetar valor das prestações da casa própria

Alta da Inflação irá afetar valor das prestações da casa própria

Atualizado: Terça-feira, 1 Julho de 2008 as 12

A previsão de alta da inflação neste ano poderá afetar diretamente o valor das prestações da casa própria. O advogado especialista em Sistema Financeiro da Habitação (SFH), Orlando Anzoategui, explica que a taxa referencial (TR) – índice de atualização da dívida da casa própria – irá aumentar neste ano em razão da elevação dos juros provocada pela alta da inflação. ''O mercado já assimila uma alta da inflação que deverá ultrapassar os 10%. É importante colocar para os futuros mutuários que esse quadro deverá atingir diretamente o seu bolso, porque o valor da prestação e do saldo devedor serão mais onerosos, o que poderá comprometer o orçamento familiar'', alerta.

Com a previsão de alta nas prestações da casa própria, o índice de inadimplência também deverá aumentar, passando de cerca de 12% de contratos inadimplentes para 18%, em todo Brasil. ''O que o consumidor tem que ter consciência quando for participar de 'feirões' da casa própria é que ele tem que tomar cuidado com a possibilidade de uma futura inadimplência. Com três prestações em atraso, as instituições financeiras já podem desapossar o mutuário do imóvel financiado em cinco meses'', afirma.

Segundo o especialista, outro fator que deve ser observado é a prática da alienação fiduciária: instrumento jurídico utilizado pelos bancos que coloca o mutuário inadimplente na situação de usuário do imóvel financiado, ficando a propriedade do bem em nome da instituição financeira. ''Essa é a vantagem do credor de poder retomar rapidamente o imóvel sem a necessidade de uma execução especial cujo desapossamento do bem demorava até cinco anos'', destaca Anzoategui.

Cuidados para financiar um imóvel

Para financiar um imóvel é recomendável que o valor das prestações da casa própria não ultrapasse 30% da renda familiar. Como se trata de um contrato de adesão, já elaborado com condições que servem ao interesse da instituição financeira, a orientação é avaliar sempre o contrato com um profissional especializado para minimizar os riscos futuros. Além disso, o consumidor deve ter em mente que possíveis dificuldades financeiras poderão surgir ao longo do financiamento, em razão do extenso prazo para a conclusão do pagamento das prestações (de 10 a 30 anos) e de uma provável desestabilização econômica.

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