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Alta na bolsa de Madri chegou a mais de 5% no começo do dia

Bolsas operam em alta após acordo para resgate de bancos

Atualizado: Segunda-feira, 11 Junho de 2012 as 8:25

As principais bolsas da Europa reagiram positivamente nesta segunda-feira (11), e operavam em alta no primeiro dia de operações após o anúncio de resgate aos bancos da Espanha, feito no sábado. O valor colocado à disposição do país é de até € 100 bilhões.


Em Madri, o principal indicador, o Ibex-35, abriu em alta de 5,61%. O índice chegou a 6.903 nesta segunda-feira.
Em Franfkurt, na Alemanha, o índice DAX-30 abriu o dia em forte alta de 2,42%, aos 6.278 pontos. Já o índice geral da Bolsa de Valores de Londres, o FTSE-100, subia 1,78%, aos 5.531,82.
Na Itália, a Bolsa de Valores de Milão, o FTSE-MIB, operava em alta de 1,70%, aos 13.674,33 pontos. O índice geral FTSE Italia All Share subia 1,67%, para 14.645,44 pontos.


O índice geral da Bolsa de Valores de Paris, o CAC-40, tinha elevação de 1,77%, aos 3.105,78 pontos.


Acordo para resgate
A Espanha tornou-se a maior vítima até o momento da prolongada crise da dívida da Europa ao concordar, no sábado (9), em pedir recursos para o Eurogrupo para recapitalizar seus bancos.
No domingo (10), o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse que, graças às reformas e cortes realizados desde que chegou ao poder em dezembro, a Europa aceitou em conceder um resgate aos bancos espanhóis em vez de intervir no país.
"Se não tivéssemos feito o que fizemos nos últimos cinco meses, o que teria sido decidido ontem era a intervenção do Reino da Espanha", disse, em sua primeira aparição pública desde o resgate no sábado. Em vez disso, "o que foi acordado foi a abertura de uma linha de crédito europeu para o nosso sistema financeiro", afirmou.


O chefe de governo assegurou que a ajuda da zona do euro aos bancos espanhóis não implicará cortes públicos adicionais, já que o resgate não terá efeito sobre o déficit público. Ele afirmou que a decisão do Eurogrupo faz parte de um plano global para “recuperar a credibilidade da economia espanhola”.


Rajoy assegurou que nem ele, nem o Executivo do país foram pressionados a pedir ajuda europeia aos bancos. "A mim ninguém pressionou. Eu é que tenho pressionado. Queria uma linha de crédito para resolver o problema", disse.
O país tornou-se o quarto da zona do euro a pedir ajuda aos demais parceiros, na sequência de Portugal, Irlanda e Grécia. Mas é o primeiro a se beneficiar da nova flexibilidade dos fundos de resgate da zona do euro que permite ajuda direcionada aos bancos, com condições relacionadas especificamente ao setor bancário.


Os termos contrastam com as receitas de resgates precedentes que demandaram a implementação de cortes profundos no orçamento e uma ampla gama de reformulações econômicas amplas que se mostraram impopulares e, segundo os críticos, exacerbaram os problemas.


As autoridades da União Europeia afirmaram que a Grécia, a Irlanda e Portugal, os três países que já receberam resgates na zona do euro, assim como o Fundo Monetário Internacional (FMI), não levantaram objeções sobre as condições diferenciais dessa ajuda durante a teleconferência realizada neste sábado e que foi concluída com o anúncio de que a Espanha pedirá assistência financeira para os bancos descapitalizados. "Nenhum dos ministros levantou este assunto na conversa", disse a autoridade.


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