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Aluguel e cigarro foram 'vilões' da inflação em 2009

Aluguel e cigarro foram 'vilões' da inflação em 2009

Atualizado: Segunda-feira, 4 Janeiro de 2010 as 12

A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) encerrou 2009 com alta acumulada de 3,95%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com alta acumulada de 6,86%, o aluguel residencial foi o "vilão" da inflação no ano, com a maior contribuição para a formação do IPC-S, de 0,34 ponto percentual.

A segunda maior contribuição veio do preço do cigarro, que acumulou alta de 21,14%, influenciado pela alta na tarifa do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Entre as cinco maiores influências de alta, aparecem ainda, segundo a FGV, a tarifa de eletricidade residencial (alta de 5,44%), o açúcar refinado (59,59%) e a batata-inglesa (46,68%).

Mas os alimentos também ofereceram alívio ao bolso do consumidor. Das cinco maiores influências de queda sobre o IPC-S, quatro vieram do grupo alimentação. O destaque veio do tomate, cujo preço caiu 21,37%, contribuindo com -0,11 ponto percentual para a formação do índice. Também caíram os preços do feijão carioquinha (-31,76%), do feijão preto (-43,04%) e do leite longa vida (-6,10%).

No ano, também ficou mais barato viajar: os preços das passagens aéreas caíram, em média, 25,36%.

Entre os grupos, despesas diversas acumulou a maior alta no ano, de 9,11%. Educação, leitura e recreação subiu 4,69% no ano, enquanto a alta do grupo saúde e cuidados pessoais foi de 4,67%. Em ordem decrescente, habitação subiu 4,52%; transportes, 3,04%; vestuário, 2,92%; e alimentação, 2,59%.

Quarta semana de dezembro Na última semana do ano, o IPC-S registrou variação de 0,24%, acima da taxa de 0,21% da semana anterior. A taxa do grupo alimentação acelerou de 0,06% para 0,20%, e pesou na composição do índice.

Também ficaram maiores, na passagem da terceira para a quarta semana do mês, as variações dos grupos transportes (de 0,21% para 0,30%), saúde e cuidados pessoais (de 0,17% para 0,24%) e vestuário (de 0,99% para 1,02%).

Em contrapartida, os grupos despesas diversas (0,25% para 0,17%) e habitação (0,21% para 0,14%) apresentaram recuos em suas taxas de variação. Já o grupo educação, leitura e recreação repetiu a taxa de variação apurada na última divulgação, 0,30%.

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