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América Latina crescerá 4,8% em 2010, prevê instituto

América Latina crescerá 4,8% em 2010, prevê instituto

Atualizado: Segunda-feira, 22 Março de 2010 as 12

A América Latina deve registrar crescimento econômico de 4,8% este ano e de 3,7% em 2011 depois de uma contração de 2,3% em 2009, apontou no domingo, dia 21, o Instituto para Finança Internacional (IIF, na sigla em inglês) em documento sobre as perspectivas para a região.

A economia com expansão mais rápida na região deve ser o Brasil, com ampliação de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 depois da estabilidade um ano antes.

No caso do México, a previsão é de expansão de 4,4% para o PIB neste ano, seguindo queda de 6,5% em 2009 por causa da fraca demanda dos Estados Unidos, para onde vão cerca de 80% das exportações do país. As economias do Peru e Chile devem avançar mais de 5% agora.

"Muitas das principais economias da América Latina estão mostrando um crescimento forte e agora seguem um caminho de recuperação acentuada, mas há desafios no horizonte", comentou o diretor-gerente do IIF, Charles Dallara.

Ele afirmou que a região vai sentir os efeitos da retirada global das medidas de estímulos implementadas durante a crise e que deve haver pressão inflacionária e valorização do câmbio.

Segundo o diretor do Departamento para América Latina do IIF, Frederick Jaspersen, a perspectiva diverge muito para dois grupos de países latino-americanos. "Aqueles que perseguiram políticas macroeconômicas prudentes e reforma pró-mercado e tiveram acesso ao mercado de capitais global, como Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, devem crescer a uma média de 5,4% este ano", observou.

Ele ponderou, no entanto, que aqueles que não foram nessa direção, como Argentina, Equador e Venezuela, devem crescer a uma média de apenas 3%.

"A inflação está sob controle no primeiro grupo de países, mas deve acelerar este ano para 28% na Argentina e 42% na Venezuela", disse Jaspersen em declarações paralelas ao encontro anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O representante do IIF ressaltou que a necessidade de uma retirada oportuna das políticas monetária e fiscal de estímulo é importante para vários países visando à manutenção da estabilidade macroeconômica.

Jaspersen acrescentou que os governos latino-americanos devem continuar as reformas estruturais, incluindo a ampliação da base fiscal e redução dos custos do sistema previdenciário.

O IIF estima que o fluxo de capital privado líquido deve ir de US$ 135,7 bilhões em 2009 para US$ 176,5 bilhões neste calendário e o investimento estrangeiro direto deve sair de US$ 67 bilhões para uma marca quase recorde de US$ 85 bilhões em 2010.

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