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Anfavea descarta crise de crédito e aponta novo recorde para 2011

Anfavea descarta crise de crédito e aponta novo recorde para 2011

Atualizado: Segunda-feira, 6 Dezembro de 2010 as 3:44

Depois de anunciar que 2010 bateu o recorde anual de produção de veículos com o montante acumulado em 11 meses, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta segunda-feira (6) as projeções para 2011, que preveem novas marcas históricas. De acordo com a estimativa inicial da entidade, o ano que vem fechará com 3,63 milhões de veículos comercializados, crescimento de 5,2% sobre as 3,45 milhões de unidades previstas para serem vendidas neste ano.

Se confirmada a projeção, 2011 representará o quinto ano recorde consecutivo de produção e na venda de veículos. Ao mesmo tempo, será o quinto ano consecutivo de queda nas vendas externas. As exportações devem cair 6,4% para 730 mil unidades ao considerar veículos montados e desmontados (CKD). A previsão para este ano é fechar em 780 mil unidades. Porém, em valores, deverá haver um aumento de 2,3% de US$ 12,8 bilhões (esperado neste ano) para US$ 13,1 bilhões.   De acordo com o presidente da entidade, Cledorvino Belini, a alta em valores será justificada por produtos de maior valor agregado e poderia ser maior se o volume de veículos desmontados não tivesse aumentado tanto a partir de 2010.

Assim, a produção, segundo a Anfavea, deverá atingir em 2011 o patamar de 3,68 milhões de unidades. O volume é 1,1% superior aos 3,64 milhões de veículos esperados para 2010 (até novembro já foram fabricados 3,36 milhões).

Novas regras no crédito

As novas perspectivas da Anfavea levam em consideração o aumento do compulsório , parcela dos depósitos que os bancos são obrigados a entregar ao Banco Central. Na última sexta-feira (3), o BC aumentou o valor dessas parcelas, retirando assim R$ 61 bilhões da economia, para conter o crédito e, consequentemente, o consumo e a inflação. Ao mesmo tempo, foram anunciadas novas regras que aumentam as exigências para os bancos concederem empréstimos de longo prazo .

Segundo Cledorvino Belini, a exemplo do que disse o governo , a medida não deve impactar o crédito para a aquisição de veículos novos, nem em dezembro e nem no ano que vem. “É por isso que continuamos esperando crescimento da indústria automobilística para 2011”, afirma Belini. “A medida é transitória, para trazer equilíbrio à economia. Por isso deverá ser de curto prazo”, ressalta o presidente da entidade.    

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