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Banco Central deve cortar juros nesta semana para 10,25% ao ano, diz pesquisa

Banco Central deve cortar juros nesta semana para 10,25% ao ano, diz pesquisa

Atualizado: Segunda-feira, 27 Abril de 2009 as 12

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) deve reduzir a taxa básica de juros dos atuais 11,25% para 10,25% ao ano na reunião desta quarta-feira. Essa é a expectativa dos economistas ouvidos pelo próprio BC na pesquisa semanal Focus.

A crise econômica já levou o BC a reduzir os juros neste ano de 13,75% ao ano para o patamar atual. Essa é a maior sequência de cortes desde 2003.

A previsão é de que a taxa básica de juros (Selic) deva chegar a 9,25% ao ano até o final de 2009.

O corte nos juros está sendo motivado pela expectativa de desaceleração da economia brasileira. De acordo com a pesquisa Focus, os economistas esperam uma queda do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país) de 0,39% neste ano.

O número está abaixo das previsões do governo, que espera um crescimento de 2%, segundo dados do Orçamento.

A pesquisa também mostra uma piora na previsão para o desempenho da indústria neste ano, de -3,75% para -4%.

Inflação

Com a desaceleração da economia, os economistas também reduziram as previsões para a inflação. A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) caiu de 2,09% para 2,05%; o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) passou de 2,02% para 1,99%.

Para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como meta para o BC, a previsão subiu de 4,23% para 4,30%. A meta de inflação é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no intervalo de tolerância (teto da meta). O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) ficou em 4,35%.

A previsão para o dólar no fim deste ano ficou em R$ 2,25. A estimativa para o saldo da balança comercial está em US$ 16 bilhões. A expectativa para o déficit em conta corrente neste ano caiu de US$ 20 bilhões para US$ 19,5 bilhões.

Para os investimentos estrangeiros diretos, ficou em US$ 22 bilhões. A previsão para a relação dívida/PIB está em 37,17%.

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