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Bancos de Portugal podem precisar de mais apoio do governo, diz S&P

Bancos de Portugal podem precisar de mais apoio do governo, diz S&P

Atualizado: Quarta-feira, 11 Maio de 2011 as 2:29

LONDRES - A agência de classificação de risco Standard & Poor's afirmou que o programa de empréstimo oferecido a Portugal pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) é consistente com os atuais ratings do país. No entanto, a S&P observou que existe uma possibilidade de que os bancos portugueses possam precisar de mais apoio significativo do governo, o que colocaria pressão sobre os ratings.

Segundo as estimativas da S&P, o programa de 78 bilhões de euros deve fornecer ao governo português o financiamento necessário até meados de 2013. "Nós entendemos que a taxa de juros média anual para os saques do programa serão de entre 4,7% e 5,5%", disse a agência em um comunicado.

O programa inclui a disponibilização de 12 bilhões de euros para fornecer suporte para o sistema bancário português, se necessário, até 2014, quando o programa será encerrado, bem como 15 bilhões de euros adicionais ao esquema de garantias estatais de 20 bilhões de euros. A S&P comentou que essas medidas têm como objetivo fornecer aos bancos colaterais suficientes para que eles possam ter acesso a financiamento do Banco Central Europeu (BCE).

"No entanto, nós acreditamos que os riscos de implementação do programa são significativos", disse a S&P. Entre os motivos a agência citou o atual impasse político em Portugal, os riscos associados à desalavancagem do setor financeiro e as pressões de baixa sobre os salários, o consumo e os investimentos dos setores público e privado.

A questão dos bancos foi destacada pela S&P, que afirmou que eles podem precisar de mais suporte do governo. Segundo a agência, a necessidade de capital das instituições financeiras pode ser maior do que a prevista, por causa da lucratividade doméstica mais fraca do que se esperava, entre outros fatores. Além disso, diz a S&P, não está claro se os bancos portugueses conseguirão atender às novas exigências de adequação de capital do Banco de Portugal até o fim de 2012 por meios próprios.

"Se esses riscos de implementação se materializarem, nós podemos rebaixar os ratings soberanos de Portugal", afirmou a S&P. "Por outro lado, se Portugal alcançar suas metas fiscais, continuar implementando reformas para melhorar o crescimento, mantiver o atual forte ritmo da expansão das exportações e reduzir sua deficiência de financiamento externo, os ratings poderão se estabilizar no nível atual", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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