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Barreiras afetam 50% do comércio bilateral, diz governo argentino

Barreiras afetam 50% do comércio bilateral, diz governo argentino

Atualizado: Sexta-feira, 13 Maio de 2011 as 11:52

BUENOS AIRES - A ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi, afirmou nesta quinta-feira, 12, que a decisão do governo brasileiro de aplicar licenças não automáticas para importação de automóveis e autopeças afeta 50% do comércio entre os dois países. Em nota distribuída à imprensa, Giorgi disse que "o Ministério de Desenvolvimento e Indústria do Brasil está atuando de forma intempestiva e sem aviso, afetando, assim, 50% do total do comércio bilateral". Giorgi afirmou que tomou conhecimento da medida brasileira pelo setor privado automobilístico argentino e recordou que, em fevereiro, quando a Argentina passou a exigir licenças não automáticas para 200 novos produtos, "informou seu par brasileiro 10 dias antes do anúncio oficial e a medida entrou em vigor 30 dias depois". A ministra argentina ressaltou também que "as medidas tomadas pelo ministério brasileiro repercutem sobre um setor, como a cadeia automobilística e de autopeças, na qual a Argentina tem um déficit crescente". Somente no primeiro trimestre de 2011, segundo Giorgi, o déficit argentino no setor foi de US$ 1 bilhão - o dobro do valor verificado no mesmo período do ano passado. A ministra afirmou que "esse tipo de comportamento atenta contra o diálogo natural dos dois sócios majoritários do Mercosul e, fundamentalmente, afeta o compromisso que assumiram as duas presidentes (Dilma Rousseff e Cristina Kirchner) de equilibrar a balança comercial bilateral e conseguir uma industrialização harmônica entre ambos os países".

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