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BB aposta no setor têxtil e de confecções para gerar mais emprego e renda

BB aposta no setor têxtil e de confecções para gerar mais emprego e renda

Atualizado: Segunda-feira, 18 Janeiro de 2010 as 12

Principal apoio financeiro das ações empresariais voltadas para exportação, o Banco do Brasil (BB) tem entre suas prioridades o setor têxtil e de confecções, que é um grande gerador de empregos e renda, como destaca o gerente executivo da Diretoria de Micro e Pequenas Empresas do banco, Ascletus Ramatiz.

Ele informou que atualmente o banco trabalha com mais de 155 mil pequenas empresas do ramo de confecções, às quais emprestou, no ano passado, R$ 1,940 bilhão nas principais linhas de crédito: R$ 828,5 milhões no BB Giro Empresa Flex, R$ 609,4 milhões no BB Giro Rápido e R$ 502,2 milhões em Desconto de Títulos.

Mesmo com a crise financeira internacional, iniciada em setembro de 2008, lembrou Ramatiz, "em em nenhum momento, tiramos o pé do acelerador, e queremos aumentar mais ainda o apoio ao setor". Segundo ele, a instituição pretende continuar emprestando, de modo a aumentar aua participação nesse segmento de mercado e ajudar no crescimento das pequenas empresas.

O interesse do BB no comércio e na indústria do vestuário é grande, tanto que patrocina pela terceira vez consecutiva a São Paulo Fashion Week, que começou ontem, dia 17, na capital paulista, e vai até o dia 22. É também o banco oficial da Feira Brasileira de Moda Íntima, Praia, Fitness e Matéria Prima, marcada para junho, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.

Em novembro, com o lançamento do portal Brasil WebTrade, o setor ganhou mais um aliado no sentido de potencializar a inserção de micro e pequenas empresas no setor externo - e o setor de confecções responde hoje por cerca de 34% das transações das pequenas empresas para fora do país, conforme banco de dados do BB.

Ramatiz disse que há seis meses o banco tem uma linha especial para financiamento de capital de giro, vinculada ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), com boa aceitação dos clientes empresários. É a BB Giro APL (sigla de Arranjo Produtivo Local), com 24 meses para pagamento e três meses de carência, corrigida pela Taxa Referencial (TR), mais juro fixo de 1,35% ao mês no âmbito do FGO. Sem cobertura do FGO, a correção sobe para TR, mais 1,55%.

O BB apoia 43 agrupamentos de pequenos empresários do ramo têxtil e de confecções, chamados de arranjos produtivos locais, que congregam 3,8 mil empreendimentos, e já disponibilizou para eles R$ 196,2 milhões. Um desses APLs é o de moda íntima de Nova Friburgo, que gera 25 mil empregos diretos e indiretos, e é responsável por 25% da produção nacional de moda íntima.

De acordo com Ramatiz, esse tipo de associação facilita as negociações e põe o BB "muito próximo do cliente". Além disso, o arranjo produtivo local possibilita melhores condições de trabalho e de sobrevivência das micro e pequenas empresas, que ganham competitividade nos mercados interno e externo, com mais geração de empregos e renda.

Por: Stênio Ribeiro

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